Os contratos futuros do petróleo negociados no mercado internacional operam abaixo de US$ 40 o barril em Nova York e chegaram a atingir o menor nível desde 20 de janeiro deste ano, em meio a novos sinais de deterioração da economia norte-americana após a divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Às 13h20 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em março caía 4,1% a US$ 39,48 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), com mínima de US$ 38,60 o barril, no menor preço desde 20 de janeiro, última sessão em que o petróleo fechou abaixo de US$ 40,00 o barril.

Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento recuava 2,56%, para US$ 45,27 o barril.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o volume de cortes de empregos no mercado norte-americano atingiu 598 mil em janeiro - maior redução desde dezembro de 1974 e acima dos 525 mil cortes previstos pelos economistas. O número de vagas eliminadas em dezembro foi revisado em alta, para 577 mil, superando o cálculo anterior de 524 mil. A taxa de desemprego ficou em 7,6% no mês, acima do consenso de analistas, de 7,5%.

Os preços do petróleo, que operavam em baixa antes do relatório devido a preocupações com o contexto de excesso de oferta e demanda fraca, acentuaram as perdas com a notícia.

De acordo com Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates, os preços do petróleo devem cair mais devido ao profundo desequilíbrio do mercado. Ele acredita que os contratos futuros da matéria-prima (commodity) com vencimentos previstos para março e abril devem recuar de US$6 a US$ 7 o barril nas próximas semanas, o que arrastaria os preços para perto das mínimas de cinco anos, em torno de US$ 32 o barril. As informações são da Dow Jones.

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