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Petróleo eleva participação de municípios no PIB do país

Os municípios ricos em extração e refino de petróleo apresentaram os maiores aumentos de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do País em cinco anos, como mostra pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo prosseguiu na trajetória de perda de participação na economia nacional, mas municípios em torno da capital paulista, como Barueri, mostraram ganhos significativos.

Agência Estado |

A coordenadora da pesquisa PIB dos Municípios, Sheila Cristina Zani, disse que "São Paulo participa com menos do que antes porque outros municípios próximos da capital passaram a gerar mais renda". Enquanto a fatia de São Paulo recuou de 12,7% em 2002 para 11,9% em 2006, a de Barueri subiu de 0,8% para 1,08%.

Sheila explicou que a construção de condomínios de luxo e o crescimento de "serviços de alta tecnologia" impulsionaram a economia de Barueri. Outros municípios nas proximidades da capital paulista que mostraram ganhos de fatia na economia do País foram Guarulhos (0,98% em 2002 para 1,08% em 2006) e Osasco (0,71% para 0,75%).

O levantamento do IBGE mostra também que Campos dos Goytacazes (RJ), que recebe royalties dos campos de petróleo da Bacia de Campos, elevou sua fatia na economia nacional de 0,53% em 2002 para quase o dobro (0,98%) em 2006. Foi o maior aumento apurado entre os municípios pesquisados.

A coordenadora da pesquisa citou dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), segundo os quais a produção de petróleo e gás natural em Campos aumentou 24% nos cinco anos. Além disso, o preço do barril de petróleo subiu 166% no período, passando de uma média de US$ 24 em 2002 para US$ 66 em 2006.

Dos cinco maiores ganhos municipais de participação no PIB nacional em cinco anos, quatro têm influência do petróleo. Além de Campos, figura o município fluminense de Duque de Caxias, que abriga a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e elevou sua participação, no período, de 0,76% em 2002 para 0,95% em 2006. E, ainda, Vitória (ES), onde entraram em produção novos campos de petróleo e gás, aumentando a fatia local de 0,52% para 0,69%. O município de Betim (MG) elevou a fatia de 0,62% para 0,79%, impulsionado, além da indústria automotiva, pela Refinaria Gabriel Passos (Regap).

Apesar das mudanças na participação de alguns municípios na economia brasileira, a concentração permaneceu elevada em 2006. Naquele ano, a renda gerada por cinco municípios - São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba - correspondeu a cerca de 25% do PIB do País, e com mais 45 municípios chegava à metade.

A pesquisa do IBGE revelou que o município mineiro de Araporã, com cerca de 6 mil habitantes, no Triângulo Mineiro, apresentava em 2006 o maior PIB per capita do País, com R$ 261.005, resultado muito superior à média nacional (R$ 12.688) no mesmo ano. A cidade abriga a maior hidrelétrica de Minas Gerais e foi beneficiada, naquele ano, pelo aumento na geração de energia.

Em 2006, o menor PIB per capita entre os 5.564 municípios estava em Guaribas (PI), com R$ 1.368,35. Entre as capitais, o maior foi encontrado em Vitória (ES), com R$ 51.377. Em seguida vêm Brasília (R$ 37,6 mil), São Paulo (R$ 25,6 mil), Porto Alegre (R$ 20,9 mil) e Rio de Janeiro (R$ 20,8 mil).

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