Os contratos futuros do petróleo operam em leve queda no pregão da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), pressionados pela perspectiva de redução na demanda pela commodity em meio ao desaquecimento da economia. Em Londres, os contratos operam em alta, com leve suporte da promessa de cortes de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 11h30 (de Brasília), os contratos do petróleo com vencimento em março caíam US$ 0,12, ou 0,30%, para US$ 39,96 o barril, com mínima no dia até este horário de US$ 39,65 o barril. Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para março avançava US$ 0,41, de 0,94%, para US$ 44,23 o barril.

O representante do Irã na Opep disse ontem à noite que o aumento contínuo nos estoques de petróleo mundiais em meio à redução da demanda pode justificar mais cortes de produção. "Quando vemos os estoques de petróleo aumentando rapidamente, significa que há um excedente no mercado que precisa ser balanceado", afirmou Mohammad Ali Khatibi.

O relatório sobre os estoques norte-americanos de petróleo serão divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA na quarta-feira. De acordo com estimativas preliminares de analistas, os dados devem mostrar um novo aumento nos estoques, o que pode empurrar os preços para baixo.

Outro dado que o mercado deve acompanhar de perto é o relatório sobre os postos de trabalho e desemprego nos EUA, que será publicado na sexta-feira. "Se tivermos mais um grande aumento (no desemprego), não será possível os preços do petróleo subirem. O foco ainda está na demanda, mais especificamente nos receios de que ela diminua", disse Sintje Diek, analista do HSH Nordbank em Hamburg.

Mais cedo, o executivo-chefe da BP, Tony Hayward, disse que a demanda por petróleo continuará caindo em 2009, acompanhando o declínio da economia mundial. A empresa divulgou uma queda de 42,5% no lucro líquido ajustado do quarto trimestre em decorrência da redução acentuada nos preços do petróleo. O lucro para o ano de 2008 foi de US$ 21,2 bilhões, em comparação a US$ 20,8 bilhões um ano antes. As informações são da Dow Jones.

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