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Nova York, 11 nov (EFE).- O petróleo do Texas, utilizado como referência nos Estados Unidos, era negociado hoje abaixo de US$ 60 por barril, após perder 5,6% do preço de fechamento da segunda-feira, arrastado pelo pessimismo dos investidores com a economia mundial.

Duas horas depois do início do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de futuros do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em dezembro se negociavam a US$ 58,78 por barril de 3,78 litros, US$ 3,5 a mais do que no pregão anterior (US$ 62,28).

Segundo os analistas, este é o preço mais baixo do WTI no último ano e meio e responde ao temor dos investidores de que a economia mundial continue desacelerando e que os EUA, maiores consumidores de petróleo, entrem em recessão.

Isso forçaria uma redução da demanda de petróleo e combustíveis e, portanto, maior abundância de reservas que tenderia a reduzir os preços de uma matéria-prima que no começo do ano se negociava a quase US$ 100 por barril.

Em Londres, o barril de petróleo Brent, referência na Europa, também abriu hoje em baixa e se negociava a US$ 57,16 no Intercontinental Exchage Futures (ICE) de Londres.

A notícia de que o México, sexto maior produtor do mundo, tomará medidas contra os baixos preços do petróleo, segundo o jornal "Financial Times", derrubou o otimismo de ontem, quando o WTI e o Brent subiram após o Governo chinês anunciar ajuda financeira de US$ 586 bilhões para impulsionar sua economia.

As medidas a serem tomadas pelo México foram entendidas no mercado como um sinal a mais de que os países produtores estão preocupados pelo impacto negativo da desaceleração econômica global em suas receitas.

Da mesma forma que o petróleo cru, o preço dos contratos de gasolina para entrega em dezembro caía dos US$ 1,36 por galão de 3,78 litros de ontem para US$ 1,29, enquanto o óleo de calefação descia de US$ 2 para US$ 1,92 por galão.

O gás natural para entrega em dezembro também caía, sendo negociado a US$ 6,8 por mil TCFs (pés cúbicos, medida de gás), contra os US$ 7,24 de ontem. EFE mgl/jp

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