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Petróleo dispara com queda do dólar e à espera da Opep

Os preços do petróleo dispararam em Londres e Nova York, impulsionados pelas crescentes expectativas de um acentuado corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e fraqueza do dólar, segundo operadores e analistas. Os contratos futuros de petróleo caíram mais de US$ 100 por barril ao longo dos últimos cinco meses, em grande medida em virtude das preocupações de que o enfraquecimento das condições econômicas vão resultar em um excesso de oferta.

Agência Estado |

Os contratos futuros de petróleo chegaram a cair a US$ 40,50 por barril - nível mais baixo em quatro anos - na sexta-feira passada na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Os massivos ganhos nos futuros de petróleo aumentaram a perspectiva de que os US$ 40,00 por barril marcam um piso para o mercado, conforme a produção é reduzida para ficar mais alinhada com a menor demanda. Contudo, os participantes do mercado foram rápidos em alertar que o aprofundamento da desaceleração econômica global - incluindo o aumento no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana passada para o nível mais alto desde 1982 - deixou aberta a possibilidade de declínios adicionais nos preços da commodity (matéria-prima).

Na Nymex, os contratos futuros de petróleo com entrega do produto em janeiro fecharam a US$ 47,98 por barril, em alta de US$ 4,46, ou 10,25%. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 43,28 e a máxima de US$ 49,12. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 47,39 por barril, em alta de US$ 4,99, ou 11,77%. A mínima foi de US$ 42,00 e a máxima de US$ 48,36.

Vários membros da Opep têm dito que o grupo vai concordar com um grande corte na produção quando se reunir no próximo dia 17 em Oran, na Argélia. Nesta quinta-feira, o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse que seu país reduziu a produção para 8,493 milhões de barris diários em novembro, para próximo de sua cota oficial dentro do cartel, segundo informou a Bloomberg. Segundo participantes do mercado, isso mostra que a Arábia Saudita - maior exportadora mundial de petróleo - está apoiando os esforços do grupo para reduzir a oferta.

A Rússia, que não é membro da Opep, também pode reduzir a produção para evitar um declínio adicional nos preços do petróleo, afirmou o presidente Dmitry Medvedev, de acordo com uma agência de notícias russa.

O mercado estava cético com relação à capacidade da Opep de conter a queda dos preços, especialmente depois que o corte de 1,5 milhão de barris/dia de outubro falhou em produzir algum efeito. Contudo, esse sentimento mudou com as indicações de apoio à restrição na oferta pela Arábia Saudita. "As pessoas estão captando a mensagem de que os cortes estão de fato sendo severos", disse Matt Zeman, chefe de transações da LaSalle Futures Group em Chicago. "Todos estavam no bonde de preços de petróleo em baixa e estamos vendo algumas daquelas pessoas começando a abandonar aquelas posições", acrescentou.

Ainda no lado da oferta, a produção de petróleo fora da Opep provavelmente vai crescer menos do que esperado no próximo anos, conforme os preços mais baixos levam a uma redução nos investimentos dos produtores, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).

Os futuros de petróleo também receberam um inesperado suporte da fraqueza acentuada do dólar frente ao euro. Os fracos indicadores econômicos finalmente estão tendo impacto sobre o dólar, que se mantinha firme enquanto os investidores se concentravam na piora das condições em outras partes no mundo. O euro chegou a subir acima de US$ 1,3400, para perto da máxima em dois meses. Um dólar mais fraco torna os preços do petróleo mais atraentes para os investidores estrangeiros. As informações são da Dow Jones.

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