SÃO PAULO - Os preços do petróleo despencaram pelo terceiro dia e acumulam uma queda de mais de US$ 16 em três sessões em Nova York, fechando abaixo de US$ 130 o barril. As recentes notícias indicando para os riscos de uma desaceleração econômica maior do que a antecipada nos países desenvolvidos e a redução no consumo de combustíveis nos EUA geraram um argumento para o que alguns analistas estão chamando de estouro da bolha do petróleo.

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York caiu US$ 5,31, para US$ 129,29. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 130,18, com queda de US$ 5,14. Em Londres, o barril de Brent para setembro caiu US$ 4,74, para US$ 131,07. O vencimento para outubro terminou valendo US$ 132,08, com queda de US$ 4,76.

Durante os negócios, o petróleo chegou a subir mais de US$ 2, por conta de novas tensões na Nigéria, mas o movimento não resistiu à pressão da ponta vendedora, que prevê uma demanda não tão forte como a prevista pelo petróleo em escala mundial.

Ainda analisando os números divulgados ontem pelo Departamento de Energia norte-americano sobre sobre o nível de estoques de combustíveis, os agentes do mercado atentaram para um dado que mostra queda no consumo de gasolina. Os americanos consumiram 9,3 milhões de barris de óleo equivalente de gasolina por dia nas últimas quatro semanas, um recuo de 2,1% sobre o que foi gasto em igual período do ano passado.

Na visão dos analistas, a queda no consumo de combustíveis seria uma das razões para que os estoques de óleo cru, de destilados e de gasolina tivessem subido na semana passada, ante uma previsão de redução no nível de reservas.

(Valor Online, com agências internacionais)

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