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Petróleo despenca e fecha abaixo dos 35 dólares em Nova York

Os preços do petróleo caíram vertiginosamente nesta terça-feira em Nova York, em um mercado deprimido pela acumulação de notícias negativas sobre a economia mundial e preocupado com suas conseqüências para o consumo petroleiro.

AFP |

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em março terminou cotado a 34,93 dólares, uma queda de 2,58 dólares em relação ao fechamento de sexta-feira, já que ontem (segunda) foi feriado nos Estados Unidos.

Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em abril perdeu 2,25 dólares, encerrando a 41,03 dólares.

O barril de WTI chegou a ser negociado a 34,45 dólares durante a sessão, anulando em grande parte a boa recuperação que havia sido registrada na sexta-feira, quando seu preço subiu 10% (3,53 dólares).

"Os temores sobre a demanda continuam, num momento em que a situação econômica parece se degradar", estimou Bart Melek, da BMO Capital Markets.

"A oferta continua aumentando, e as perspectivas da demanda, piorando", concordou Phil Flynn, da Alaron Trading.

Depois de registrar a primeira queda em 25 anos em 2008, o consumo mundial pode perder mais 0,67% este ano em conseqüência da crise econômica, indicou na sexta-feira passada a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), em seu relatório mensual.

"As informações divulgadas pela Opep e por economistas particulares apontam que a demanda por petróleo pode cair mais 2 milhões de barris diários no segundo trimestre", disse Flynn.

Reforçando esses temores, nos Estados Unidos, maior consumidor mundial de petróleo, a atividade industrial recuou mais do que o previsto em fevereiro na região de Nova York, sinal de uma atividade desacelerada e má notícia para o setor energético.

"O mercado se dá conta de que, ainda que a Opep reduza sua produção, será preciso tempo para diminuir os estoques e reequilibrar o mercado", explicou Melek.

gmo/ap

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