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Petróleo dá ânimo a empresas aéreas

Mesmo com os solavancos ocasionais dos preços do petróleo, o preço do barril baixou mais de US$ 50 nos últimos meses, e a queda animou as companhias aéreas americanas, que agora esperam uma possível recuperação depois do atual pesadelo financeiro. Um analista chegou a prever que as empresas poderão apresentar uma reviravolta e registrar lucros recordes no próximo ano, graças a uma favorável combinação de redução de gastos com combustível e aumento de tarifas.

Agência Estado |

Entretanto, outros analistas acreditam que o alívio recente dos custos vertiginosos dos combustíveis pode ter curta duração. Se a situação da economia se agravar, "as companhias aéreas voltarão a ficar apertadas", com menos passageiros e assentos vazios, disse Richard Gritta, professor de Finanças e Transportes da Universidade de Portland, Oregon.

"Não importa que os preços do petróleo baixem", disse. A crise dos mercados financeiros deverá afetar as verbas das empresas, levando a uma restrição das viagens de negócios, ao mesmo tempo em que os turistas comuns provavelmente desistirão de viajar de avião ou adiarão suas férias. Essa perspectiva se agravará com a crise da economia global, que provavelmente afetará as viagens internacionais.

Apesar da redução dos preços dos combustíveis e da queda da demanda, o aumento das passagens e das taxas não deverão sofrer alterações, segundo alguns analistas e executivos de empresas aéreas. Além disso, com a queda da demanda, as companhias deverão manter um número maior de aviões em terra; atualmente, há mais de 500 aviões parados nos Estados Unidos.

Conseqüentemente, os passageiros podem esperar aviões muito mais lotados.

Apesar de tudo, a queda acentuada dos preços dos combustíveis pegou o setor de surpresa. "As coisas mudaram um bocado em apenas dois meses", comentou Beverly Goulet, tesoureiro da American Airlines, em uma conferência com analistas em Nova York, depois que os preços do petróleo caíram abaixo de US$ 100 o barril, na semana passada. "A boa notícia é que a alteração dos preços do petróleo nos favoreceu nesse período, mas as perguntas sobre a estabilidade do preço do combustível e sobre os rumos da economia ainda não foram respondidas", acrescentou.

Executivos de algumas empresas aéreas mostraram-se cautelosamente otimista com a queda de mais de US$ 50 do preço do petróleo, nos dois últimos meses, para US$ 97 o barril.

Com o aumento das passagens e das taxas adicionais, as companhias aéreas conseguiram arrancar uma receita maior de cada passageiro. A receita proporcionada por milha voada por passageiro, parâmetro da lucratividade de uma companhia aérea, deverá subir 11% no atual trimestre para a American Airlines, controlada pela AMR Co., a maior empresa aérea dos EUA. Outras grandes companhias do setor, como a Delta Air Lines e a Northwest Airlines, poderão registrar aumentos semelhantes.

Com o recuo dos preços do petróleo e a redução da capacidade que permitiram baixar os custos operacionais, algumas companhias poderão até mesmo apresentar um lucro neste trimestre, prevêem analistas. Este ano, somente uma das principais companhias, a Southwest Airlines, foi lucrativa, principalmente porque conseguiu fixar o preço dos combustíveis que utilizará este ano ao equivalente a US$ 51 o barril.

Enquanto os preços do petróleo subiam para quase US$ 150 o barril, em meados deste ano, a Air Transport Association, organização do setor, calculou que as companhias poderiam perder mais de US$ 6 bilhões este ano. Em algumas delas, os custos do combustível subiram para mais de 40% dos gastos operacionais, ou dobraram em relação ao seu valor no mesmo período do ano passado.

Mas a perspectiva da persistência de queda dos preços dos combustíveis fez com que um analista enviasse uma nota inacreditável aos investidores, intitulada "Será 2009 um ano de lucros ... recordes?"

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