No campo da energia, os subsídios ao etanol não servem para resolver o problema de abastecimento mundial. A FAO concluiu que a contribuição dos biocombustíveis será modesta para garantir o abastecimento nos próximos dez anos.

"A contribuição de biocombustíveis será limitada", afirma a FAO, alertando que o mercado continuará dominado pelo petróleo. Em 2030, os combustíveis fósseis continuarão dominando 82% do mercado.

A energia de biomassa ficará com 10%. Os biocombustíveis para transporte representarão apenas 3,5% do consumo em 2030. Hoje, essa taxa é de pouco mais de 1%. Mesmo se toda a produção de cana, milho, soja e trigo for usada para biocombustíveis, apenas 57% do petróleo poderiam ser substituídos.

Num cálculo mais realista, se 25% desses cultivos fossem destinados à energia, o consumo de petróleo cairia 14%. Mesmo assim, com um "fortíssimo impacto" nos preços agrícolas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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