Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo chega ao nível mais baixo desde julho de 2004 em Nova York

Os preços do petróleo caíram novamente nesta quinta-feira, atingindo seu nível mais baixo desde julho de 2004 em Nova York, mostrando que o corte de produção decidido pela Opep não conseguiu conter a derrocada do ouro negro.

AFP |

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do 'light sweet' para entrega em janeiro fechou em 36,22 dólares, queda de 3,84 dólares em relação ao fechamento de quarta-feira. Trata-se do nível de fechamento mais baixo desde o dia 1º de julho de 2004.

Em Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro caiu 2,17 dólares em relação ao fechamendo de ontem, terminando em 43,36 dólares nesta quinta-feira.

"Extraordinário", comentou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, após uma nova queda dos preços do petróleo, de quase 9%. Durante a sessão, os preços ficaram abaixo de 36 dólares, a 35,98 dólares, atingindo seu menor nível desde o dia 30 de junho de 2004.

"A oferta atual de petróleo é alta demais, e apesar do corte decidido pela Opep, o mercado considera que a demanda vai continuar sob pressão nos próximos meses", explicou Lipow.

"As medidas tomadas pela Opep não são suficientes para enfrentar esta derrocada do consumo, num momento em que as reservas de petróleo estão aumentando em todo o mundo", acrescentou o analista.

Em nota publicada nesta quinta-feira, Adam Sieminski, do Deutsche Bank, antecipou que a demanda de petróleo cairá 1,2% (ou seja, um milhão de barris por dia) em 2009. "A demanda ficará deprimida durante um tempo devido à queda significativa da riqueza das famílias e à crise do crédito", analisou.

A Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) decidiu quarta-feira reduzir sua produção em 2,2 milhões de barris por dia, para tentar estabilizar o mercado.

Na opinião de Lipow, a Opep está sempre atrasada. Segundo ele, os anúncios de corte de produção do cartel são sempre seguidos por uma queda da demanda.

mla/yw/LR

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG