Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo cede com perspectiva de recuo da demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) com a percepção de que a demanda pelo combustível vai diminuir com a retração da economia mundial. Os contratos com vencimento em novembro atingiram uma nova mínima para este ano durante as negociações diárias, em US$ 86,05 por barril, o preço mais baixo desde 6 de dezembro de 2007.

Agência Estado |

A mínima foi alcançada depois da ação coordenada entre o Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Banco Central Europeu (BCE) e outros bancos centrais para cortar suas taxas de juros em 0,50 ponto porcentual. A medida não conseguiu conter a queda do preço do petróleo uma vez que as previsões de analistas continuam a indicar retração no crescimento econômico.

Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro caíram US$ 1,11 (-1,23%) e fecharam a US$ 88,95 por barril no pregão regular. A máxima foi de US$ 90,06 por barril, incluindo as transações do sistema eletrônico Globex. No sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro cederam US$ 0,30 (0,36%) e fecharam a US$ 84,36 por barril. A mínima foi de US$ 81,00 e a máxima foi de US$ 84,66.

"As pessoas olham as medidas (dos bancos centrais) como um movimento de estabilização", afirmou Lawrence Eagles, chefe global de pesquisas em commodities do banco JPMorgan Chase & Co. "Contudo, essas pessoas também estão olhando para além da crise financeira e revisando para baixo suas projeções para o PIB mundial em 2009, o que obviamente tem implicações no crescimento da demanda por petróleo", afirmou.

Nos EUA, a demanda por petróleo caiu 8,6% nas últimas quatro semanas ante o mesmo período do ano passado, de acordo com o Departamento de Energia (DOE). O consumo doméstico registrado na semana passada foi o menor desde setembro de 2001. O Departamento também informou que os estoques de petróleo e gasolina se recuperaram depois da passagem de dois furacões pelo Golfo do México. Na semana encerrada em 3 de outubro, os estoques de petróleo aumentaram 8,1 milhões de barris e os de gasolina cresceram 7,2 milhões de barris. Ambos os números superaram as estimativas dos analistas.

Com as cotações do barril abaixo de US$ 90, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estuda a realização de uma reunião de emergência em novembro. Os preços do combustível cederam perto de 40% desde o pico alcançado em julho. Shokri Ghanem, chefe da agência de petróleo da Líbia, disse ter pedido a reunião emergencial para que a Opep analise a situação do mercado. O presidente Hugo Chávez também afirmou que a Venezuela e outros países também querem o encontro. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG