Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo cede apesar de recuo dos estoques nos EUA

Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, apesar da queda dos estoques nos EUA. Segundo analistas, o mercado já tinha antecipado o recuo no volume de combustível armazenado no país e hoje venderam o fato.

Agência Estado |

Os contratos da commodity com vencimento em novembro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caíram US$ 0,88 (-0,83%) e fecharam a US$ 105,73 por barril. A mínima foi de US$ 105,70 e a máxima de US$ 109,15.

No mercado eletrônico ICE, os contratos de petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 102,45 por barril, queda de US$ 0,63 (-0,62%).

O Departamento de Energia dos EUA informou hoje que os estoques de petróleo caíram 1,5 milhão de barris na semana encerrada em 19 de setembro, para 290,2 milhões de barris. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam queda maior, de 1,9 milhão de barris. As reservas de gasolina recuaram 5,9 milhões de barris, para 178,7 milhões, o menor nível desde 1967. Os estoques de destilados tiveram declínio de 4,2 milhão de barris, para 125,4 milhões, em comparação às previsões para um retrocesso de 1,3 milhão de barris.

"O mercado comprou o rumor e vendeu o fato", comentou Mark Waggoner, presidente da corretora Excel Futures, de Newport Beach, Califórnia. "Os participantes já tinham antecipado um grande recuo nos estoques".

O declínio do volume de petróleo armazenado foi registrado depois da passagem do furacão Ike no início do mês. Mais da metade da infra-estrutura de produção do Golfo do México foi paralisada durante a passagem da tormenta. A taxa de utilização das refinarias ainda está 1,2 milhão de barris menor, segundo as agências do governo. Analistas avaliam que este fator sugere que os preços do petróleo podem subir na medida em que as operações voltarem ao normal. Na semana passada, a taxa de utilização das refinarias caiu de 77,4% para 66,7%, taxa 10,7 pontos percentuais menor que a da semana anterior e a mais baixa desde 2 de novembro de 1990.

Relatório divulgado hoje pela Petrologistics, empresa de monitoração de petroleiros, informou que a Opep reduziu sua produção em 800 mil barris por dia neste mês, na comparação com agosto. Com isso, a produção média do cartel de 13 países exportadores de petróleo deverá atingir 32,6 milhões de barris/dia neste mês. Arábia Saudita e Irã lideram a queda na extração de petróleo no período. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG