Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo cai pela 5ª vez seguida com excesso de oferta

Os preços dos contratos futuros de petróleo caíram pela quinta sessão consecutiva, com a oferta superando a demanda no curto prazo em meio à continuada desordem econômica, segundo operadores e analistas. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros para entrega do petróleo em fevereiro caíram US$ 3,24, ou 7,94%, e fecharam a US$ 37,59 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 37,48 e a máxima, de US$ 40,80. Na ICE Futures, em Londres os contratos de petróleo Brent para fevereiro fecharam a US$ 42,91 por barril, em baixa de US$ 1,51, ou 3,40%. A mínima foi de US$ 42,12 e a máxima de US$ 44,70.

Os futuros de petróleo caíram apesar dos rumores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode considerar novamente um corte na oferta, depois da última redução que entrou em vigor em 1º de janeiro.

Desde que fechou em US$ 48,81 por barril no dia 5 de janeiro - que foi o nível mais alto desde 1º de dezembro -, os contratos de petróleo na Nymex caíram 23%, ou US$ 11,22 por barril, na medida que a fraca economia reduz a demanda por petróleo. O grande golpe para o mercado de petróleo veio na sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a taxa de desemprego subiu para 7,2% em dezembro, nível mais alto em 16 anos.

A enfraquecida economia está derrubando os esforços da Opep para reequilibrar o mercado de petróleo. "A Opep está falando sobre mais cortes e isso não importa", disse Phil Flynn, analista da Alaron Trading Corp em Chicago. A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, pode reduzir sua produção no próximo mês para abaixo dos níveis acordados com a Opep diante de um mercado que permanece fraco, informou a Reuters, citando um executivo sênior de uma companhia de petróleo. O executivo disse que haviam rumores de que os sauditas vão reduzir a produção a 7,7 milhões de barris/dia em fevereiro, comparado com sua cota oficial de 8,051 milhões de barris/dia, em um movimento com objetivo de sustentar os preços e impedir um aumento nos estoques.

O Irã e a Líbia, ambos membros da Opep, disseram que um novo debate pode ser necessário antes do próximo encontro marcado para 15 de março para considerar novos cortes. O chefe da indústria de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse que as conversas sobre cortes adicionais ainda não foram estabelecidas. Ele disse que a Opep está "séria" sobre a implementação dos cortes atuais e acrescentou que o impacto daquelas reduções podem não se tornar evidentes até o segundo trimestre. "Temos de esperar de dois a três meses para o mercado acreditar em nós", disse. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG