SÃO PAULO - O corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), embora alto, não foi suficiente para evitar um novo tombo nos preços do petróleo. O corte de 2,2 milhões de barris diários ficou acima da previsão de 2 milhões da maioria dos agentes.

Mesmo assim, o mercado preferiu apostar que essa medida do cartel não fará diferença sobre o desequilíbrio entre oferta e demanda do produto.

O contrato de WTI negociado para o mês de janeiro em Nova York fechou cotado a US$ 40,06, com baixa de US$ 3,54. O vencimento para o mês seguinte declinou US$ 2,09, para US$ 44,61. Em Londres, o barril de Brent para fevereiro caiu US$ 1,12, para US$ 45,53. O contrato para março encerrou valendo US$ 47,80, com desvalorização de US$ 1,09.

Fortaleceu o movimento de venda dos contratos o fato de as reservas americanas de óleo cru apontarem a 12ª alta consecutiva, o que indica redução continuada do consumo na maior economia do mundo.

Os estoques de cru subiram em 500 mil barris na semana passada em relação à anterior, as reservas de gasolina tiveram recomposição de 1,3 milhão de barris e os níveis de destilados avançaram em 2,94 milhões de barris na semana de 12 de dezembro.

Considerando as marcas de setembro, o corte do grupo de países produtores soma 4,2 milhões de barris. A decisão saiu do encontro realizado nesta quarta-feira em Oran, na Argélia, e valerá a partir de 1º de janeiro.

Sem perspectiva de aumento da demanda em meio ao cenário de recessão que se desenha nos países desenvolvidos, o mercado entende que a redução da oferta terá de ser mais agressiva.

(Valor Online, com agências internacionais)

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