Os contratos futuros do petróleo opera em baixa hoje no mercado internacional, onde são cotados na casa dos US$ 143,00 o barril, devido à valorização do dólar ante as principais moedas estrangeiras. Porém, analistas afirmam que o mercado ainda encontra suporte nas preocupações com a estabilidade do sistema financeiro e na segurança na Nigéria, o que pode levar a matéria-prima (commodity) a novas altas.

Por volta das 9 horas (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto caía 1,01%, a US$ 143,62 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Em Londres, o contrato futuro com mesmo vencimento do barril tipo Brent declinava 0,82%, a US$ 143,30. No mesmo horário, o euro caía 0,53% a US$ 1,5852.

Robert Lauglin, analista da MFGlobal, acredita que os mercados financeiros serão um condutor crucial dos preços do petróleo esta semana. Ele também disse que o governo dos Eestados Unidos "viu o erro de seus métodos" ao mudar de postura e resgatar as financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac. "Mas embora o dólar tenha se recuperado, isto pode ter vida curta e a continuidade dos problemas no segmento financeiro pode provocar nova onda de entrada de fundos em matérias-primas (commodities)", lembrou Lauglin.

Na Nigéria, o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger, interrompeu o cessar-fogo na semana passada e prometeu novos ataques contra a infra-estrutura petrolífera do país. A produção nigeriana já foi prejudicada por uma série de ataques a oleodutos, cortando em aproximadamente 900 mil barris diários a produção do país. Novos ataques causarão situação muito complicada para a Nigéria, que faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). "O que me preocupa nesta questão é a inabilidade de qualquer membro do governo de promover diálogo com os rebeldes, uma vez que sempre se trata de dinheiro e que a receita do petróleo do Delta do Níger é redistribuída", disse um participante do mercado.

Por fim, a guerra de palavras entre Irã e EUA, após testes com mísseis promovidos pelos iranianos e mais conversas sobre um ataque israelense na região, prossegue. As informações são da Dow Jones.

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