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Petróleo cai em NY com falta de espaço para estocagem

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa, pressionados pela falta de espaço para os barris do produto, particularmente na cidade de Cushing, nos EUA. Às 13h35 (de Brasília), o contrato para entrega do petróleo em fevereiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 1,94, ou 5,20%, para US$ 35,34 o barril.

Agência Estado |

Em Londres, o petróleo tipo Brent perdia US$ 0,20, ou 0,44%, para US$ 44,88 o barril.

A capacidade de armazenagem nos terminais de entrega dos barris está chegando ao limite, especialmente na cidade de Cushing, principal centro de distribuição do petróleo negociado na Nymex, o que pressiona o contrato do petróleo para fevereiro, que atualmente é negociado com um desconto de mais de US$ 7 em relação ao contrato de entrega do produto em março - e de quase US$ 10 em relação ao petróleo negociado em Londres.

A situação do contrato fevereiro é parecida com a observada na época do vencimento do contrato do petróleo para janeiro. Naquele momento, a situação apertada de estocagem levou à escalada do custo de aceitação da entrega de petróleo em Cushing. O preço do contrato para janeiro despencou e a diferença para o contrato seguinte - no caso o de fevereiro - ficou em US$ 9 por barril, recorde. Em um dado momento da sessão, os contratos para janeiro chegaram a cair abaixo de US$ 33 por barril.

O contrato do petróleo para fevereiro vence em 22 de janeiro.

O mercado prevê que este ciclo de pouco espaço de armazenagem será quebrado entre abril ou maio, meses em que as diferenças de preço dos contratos negociados na Nymex estão menores. Isso reflete a expectativa de que a queda na produção da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) eventualmente resultará em um declínio no nível dos estoques, de acordo com analistas do Barclays Capital. "Apesar de a situação da demanda continuar extremamente fraca, os cortes da Opep devem ser grandes o suficiente para compensar (este fator)", afirmaram.

De acordo com Jim Ritterbusch, presidente da consultoria Ritterbusch & Associates, "ainda não descartamos mais um declínio nos preços do petróleo em direção ao nível de US$ 32". As informações são da Dow Jones.

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