Os contratos futuros de petróleo caíram pela sexta sessão consecutiva nos mercados internacionais, com os participantes antecipando que os já elevados estoques vão continuar a crescer em meio à fraca demanda, segundo operadores e analistas. Contudo, as perdas foram limitadas pelo vencimento do contrato para entrega em janeiro, com a maior parte do volume ocorrendo no contrato para fevereiro, que fechou em modesta alta.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega do produto em janeiro, que venceram hoje no encerramento do pregão viva-voz, caíram US$ 2,35, ou 6,49%, e fecharam a US$ 33,87 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 32,40 e a máxima foi de US$ 37,59. Os contratos de petróleo para fevereiro, que passam agora a ser o de primeiro vencimento, subiram US$ 0,69, ou 1,66%, e fecharam a US$ 42,36 por barril.

Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para fevereiro fecharam a US$ 44,00 por barril, alta de US$ 0,64, ou 1,48%. A mínima foi de US$ 43,03 e a máxima de US$ 45,15.

O preço do contrato de petróleo para janeiro oscilou com grande volatilidade ao longo do dia, com os poucos que ainda mantinham posições nesse vencimento lutando para encontrar compradores com objetivo de evitar a entrega dos barris físicos. O ponto de entrega do contrato da Nymex em Cushing (Oklahoma) está 500 mil barris abaixo do nível recorde, indicando que a estocagem é escassa. O elevado custo da estocagem ajudou a empurrar a diferença entre os contratos de janeiro e fevereiro para o recorde US$ 9,00 por barril no ponto máximo.

Os estoques em Cushing vão ajudar a determinar se os amplos spreads vão continuar agora após o vencimento do contrato para janeiro. O mercado futuro de petróleo bruto está em uma situação de contango, o que significa que cada contrato é negociado com um desconto em relação ao do mês seguinte, cobrindo o custo de estocagem extra do petróleo.

Os dados do Departamento de Energia mostram que nas últimas semanas houve uma gradual redução na taxa de declínio na demanda por combustível. Mas com o declínio econômico global ainda se aprofundando, o menor declínio nos EUA não foi suficiente para dar suporte aos preços até agora.

O corte de produção anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também pode levar tempo para influenciar o sentimento do mercado, segundo analistas do Société Générale. "O processo de reequilíbrio do mercado é uma maratona, não um sprint (corrida de curta distância)", disseram os analistas, acrescentando que os preços do petróleo devem ficar, na média, em US$ 40 por barril no primeiro trimestre de 2009. As informações são da Dow Jones.

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