Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira em Nova York, num momento em que a tempestade Fay não parecia estar prestes a perturbar a produção petrolífera do golfo do México e em que as notícias garantem para breve a reabertura do oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do 'light sweet' para entrega em setembro fechou em 112,87 dólares, uma redução de 90 centavos em relação ao fechamento de sexta-feira.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro perdeu 61 centavos, fechando em 111,94 dólares.

"Os preços oscilaram entre altos e baixos durante toda a sessão", declarou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

"Os preços foram influenciados por dois elementos: em primeiro lugar, a tempestade tropical Fay, que se preparava para passar pela Flórida, e em segundo lugar a situação do oleoduto BTC", explicou o analista.

De acordo com as previsões do NHC, o centro americano dos furacões, a tempestade Fay, que passou por República Dominicana, Haiti e Cuba, ameaçava se tornar um furaacão antes de atingir o litoral da Flórida, no golfo do México, onde estão concentradas quase 25% das instalações petrolíferas americanas.

A companhia anglo-holandesa Shell anunciou ter retirado, por precaução, centenas de seus funcionários que trabalham na área, mas disse que não prevê nenhuma perturbação da produção.

"A tempestade não deve ter impacto sobre a produção, e um impacto mínimo sobre a atividade das refinarias", explicou Lipow.

Além disso, o governo turco declarou nesta segunda-feira que pretende reabrir "dentro de alguns dias" o oleoduto BTC (Baku-Tbilisi-Ceyhan), fechado desde o dia 5 de agosto após um incêndio. Sua capacidade é de 1,2 milhão de barris por dia.

As preocupações sobre o petróleo que passa pelo BTC aumentaram devido ao conflito entre a Geórgia, por onde passa o oleoduto, e a Rússia.

"Se o oleoduto voltar a funcionar e as tropas russas se retirarem realmente da Geórgia, os preços do petróleo devem continuar a cair, ainda mais porque os sinais de redução da demanda estão se multiplicando", antecipou Lipow.

gmo/yw

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