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Os contratos futuros de petróleo, negociados no mercado internacional, operam em baixa hoje, à medida que fica cada vez menos provável que a tempestade tropical Dolly afetará a produção de petróleo no Golfo do México. Segundo analistas, o volume de negócios está mais fraco e investidores ainda avaliam o ritmo acelerado de venda dos contratos da matéria-prima (commodity) da semana passada, quando os preços passaram de US$ 145,18 o barril para US$ 128,88 o barril, em Nova York, em cindo dias.

Às 10h10 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto caía 1,06% a US$ 129,65 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Hoje é dia de vencimento desse contrato, o que pode trazer certa volatilidade nos negócios. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em setembro recuava 0,92%, a US$ 131,39 o barril.

Segundo o Centro Nacional de Furacões, a tempestade tropical Dolly deve se fortalecer e virar um furacão conforme se move no sentido Oeste para a costa. Com isso, o Centro emitiu um alerta de furacão para a costa do Texas e a costa Nordeste da região mexicana de Fernando. Dolly deve atingir a costa perto de Brownsville, Texas, amanhã pela manhã, mas parece que não irá atingir qualquer infra-estrutura de produção de petróleo, que estão localizadas mais ao Norte e ao Leste do rumo projetado para a tempestade tropical.

De qualquer forma, a movimentação da Dolly no Golfo do México levou ao fechamento do terminal mexicano de exportação de petróleo Cayo Arcas - o maior dos três portos mexicanos no Golfo, devido ao clima ruim, informou o ministro de transportes do país ontem.

Outro fator de queda dos preços é a preocupação de que a desaceleração econômica nos Estados Unidos e em outras nações desenvolvidas irá reduzir o consumo de petróleo, disseram analistas, embora a demanda das economias emergentes permaneça aparentemente robusta.

A China informou hoje ter importado 14,57 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto em junho, equivalente a 3,56 milhões de barris por dia. As importações em junho subiram 3,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas caíram 10% em relação a maio. As informações são da Dow Jones.