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Os preços futuros do petróleo bruto terminaram em queda hoje, diante de sinais de enfraquecimento na demanda mundial pela commodity, fator que ofuscou os temores sobre o corte nas cotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciado ontem. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo com vencimento em outubro caíram US$ 0,68, ou 0,66%, para US$ 102,58 o barril.

Incluindo as transações do sistema Globex (pregão eletrônico), a mínima foi de US$ 101,36 e a máxima foi de US$ 104,97. Os preços do petróleo estão 30% abaixo do recorde durante a sessão atingido em 11 de julho, de US$ 147,27 o barril.

Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo tipo Brent para outubro encerraram em queda de US$ 1,37 (1,38%), para US$ 98,97 o barril. A mínima foi de US$ 98,10 e a máxima foi de US$ 102,06.

A demanda por gasolina nos EUA caiu 2% no mês encerrado em 5 de setembro ante o mesmo período do ano passado, de acordo com um relatório semanal do Departamento de Energia norte-americano (DOE). Anteriormente, a Agência Internacional de Energia (AIE) e o próprio DOE haviam previsto um retrocesso na demanda mundial por petróleo, diante dos reflexos do desaquecimento econômico dos EUA na Europa e na Ásia.

A Opep citou o declínio na demanda quando anunciou na noite de terça-feira que os membros do grupo decidiram diminuir as cotas de produção para os mesmos níveis de setembro de 2007, o que resultaria em uma queda efetiva de 520 mil barris por dia. A declaração do grupo foi interpretada como um indício de que a Arábia Saudita reduziria gradualmente a produção para os níveis anteriores ao aumento implementando entre maio e junho. O mercado não esperava o anúncio de uma redução explícita nas cotas de produção, mas os efeitos do corte já tinham sido incorporados aos preços do petróleo, segundo operadores. As informações são da Dow Jones.

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