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Petróleo cai com preocupações sobre demanda

O petróleo encontra dificuldade para manter os ganhos de ontem, quando foi ajudado pela diminuição dos estoques nos EUA na semana passada, contrariando a previsão média de estabilidade. O contrato futuro de petróleo com vencimento em setembro negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) começou o dia em leve alta, mas passou para o território negativo pouco depois e, às 10h15 (de Brasília), recuava 0,54%, para US$ 115,37 o barril.

Agência Estado |

Hoje, voltam a pesar sobre esse mercado as preocupações com relação a uma possível queda do consumo, provocada pela desaceleração econômica. "Apesar do relatório do Departamento de Energia dos EUA favorável a uma alta de preços divulgado ontem, e também do conflito entre a Rússia e a Geórgia, os participantes do mercado ainda estão preocupados com a demanda, em meio ao arrefecimento econômico", disse o analista Nimit Khamar, da Sucden Research em Londres.

A forte queda dos estoques de gasolina anunciada ontem, de 6,4 milhões de barris, bem acima da diminuição de 1,8 milhão de barris prevista pelos economistas, só é preocupante se for isolada dos persistentes sinais de queda de demanda, disse o diretor-gerente da consultoria suíça Petromatrix, Oliver Jakob. A consultoria JBC Energy disse que a quantidade de milhas viajadas em automóveis caiu em junho, após a MasterCard ter informado na terça-feira que as compras de gasolina na bomba seguiram em queda na semana passada, no que seriam indícios de que a demanda ainda não se recuperou, disse Jakob.

Soma-se ao receio de desaceleração econômica a queda de 0,2% do PIB da zona do euro no segundo trimestre deste ano, a primeira contração na margem desde o início da série, em 1995. Enquanto isso, o aumento de 14,7% da produção industrial chinesa em julho, contra a previsão de expansão de 16%, também envia um sinal baixista para o mercado de petróleo. "Está claro que a desaceleração econômica é um fenômeno global, incluindo a China, que foi uma força que impulsionou os preços do petróleo nos últimos anos", disse Khamar.

O mercado, no entanto, continua monitorando os desdobramentos no Cáucaso, onde, apesar de a ofensiva entre a Rússia e a Geórgia ter perdido força, seguem altas as preocupações com relação a uma possível ameaça ao fluxo de petróleo na região. Além disso, o vencimento do contrato de setembro amanhã pode influenciar os preços até lá, dizem analistas. As informações são da Dow Jones.

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