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Os contratos futuros de petróleo operam em queda nos mercados internacionais, com o mercado cada vez se preocupando menos com os danos às instalações de petróleo do Golfo do México. Por outro lado, as preocupações com a situação da demanda global aos poucos voltam ao centro das atenções e contribuem para o declínio dos preços, disseram analistas.

Às 10h43 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI recuava 1,11% no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), para US$ 108,49 por barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent caía 0,88%, a US$ 107,43 o barril.

A dificuldade para o petróleo avançar muito antes da chegada do furacão Gustav e a subseqüente queda expressiva depois da passagem do furacão - que, aparentemente, não causou danos sérios nas instalações regionais de produção de petróleo - refletem a dinâmica atual dos preços, segundo analistas, e indicam mais declínio no futuro, mesmo com três tempestades tropicais em desenvolvimento no Atlântico.

"O fato de os preços terem caído de forma tão significativa como fizeram, no meio de uma tempestade e com outras três se formando no Atlântico, é o sinal mais baixista que poderíamos ver em 30 anos de observação dos preços", disse Peter Beutel, da consultoria Cameron Hanover. "Poderemos ver ralis, mas o mercado altista parece ter acabado."

Como forma de precaução com a passagem do furacão, parte da produção de petróleo no Golfo do México foi interrompida no final da semana passada. Analistas acreditam que isso pode distorcer os dados de estoques semanais norte-americanos por algumas semanas, mas isso ainda não deve se refletir no desta semana, a ser divulgado amanhã por conta do feriado nos EUA na segunda-feira. As informações são da Dow Jones.