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Petróleo cai após forte alta dos estoques nos EUA

Os preços do petróleo operam em forte queda, depois que o aumento acima do esperado nos estoques de petróleo deu mais suporte às preocupações de desaceleração da demanda nos Estados Unidos. O declínio nas reservas de gasolina trouxe algum alívio, mas o restante do relatório não foi bem recebido pelo mercado, disseram analistas.

Agência Estado |

Na mínima do dia até o início da tarde, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o petróleo foi negociado a US$ 117,11 por barril, o menor preço em 3 meses.

Às 13h19 (de Brasília), o contrato futuro de petróleo com entrega em setembro negociado no pregão eletrônico da Nymex caía 0,76%, a US$ 118,28 por barril. Na Bolsa Intercontinental, de Londres, o petróleo tipo Brent recuava 0,60%, a US$ 116,99 o barril.

Segundo dados do Departamento de Energia (DOE) dos EUA, os estoques de petróleo nos EUA subiram 1,614 milhão de barris na semana encerrada em 1º de agosto, enquanto analistas esperavam aumento de 100 mil barris. As reservas de destilados cresceram em 2,841 milhões de barris, contra previsão de alta de 1,9 milhão de barris. Já os estoques de gasolina caíram 4,344 milhões de barris, ante expectativa de queda de 1,1 milhão de barris.

"O número de gasolina é muito positivo, mostrando que a demanda por gasolina começa a retomar", disse Jeff Schondorf, operador da MBF Clearing. Dados do DOE mostram que a demanda por gasolina subiu 0,2% em relação à semana anterior, para 9,484 milhões de barris por dia, o maior nível desde agosto passado.

Mas o mesmo relatório mostrou que a demanda em comparação ao mesmo período do ano passado caiu 1%, ou 91 mil barris ao dia. "A fraca demanda por outros produtos está dominando, mostrando que as refinarias estão refinando menos", ponderou Schondorf.

As lentas margens de refino continuam sendo um empecilho para a produção de gasolina. As refinarias estão trabalhando com os estoques de gasolina em vez de produzirem, o que resultou no aumento das reservas de petróleo e queda nas de gasolina, explicou Raymond Carbone, presidente da Paramount Options. Assim, a utilização das refinarias caiu para 87% na semana, de 87,2%. As informações são da Dow Jones.

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