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Petróleo cai abaixo de US$ 70 e Bovespa fecha no vermelho

O petróleo foi o protagonista de ontem nas bolsas de valores. A queda do barril para US$ 69,85, menor nível desde agosto do ano passado, teve efeitos distintos nos mercados acionários do Brasil e dos Estados Unidos.

Agência Estado |

Por aqui, o recuo derrubou as ações da Petrobrás e, conseqüentemente, o Índice Bovespa, que é altamente concentrado nos papéis da estatal. Em Nova York, justificou uma alta superior a 4% dos principais indicadores locais.

O Ibovespa perdeu 1,06% e acumula desvalorização de 43% em 2008. As ações preferenciais (PN) da Petrobrás tiveram baixa de 5,75% e as ordinárias (ON), de 6,96%. O Índice Dow Jones, o mais tradicional da bolsa nova-iorquina, avançou 4,68% e o Índice S&P 500, que reúne as principais indústrias americanas, 4,25%. A bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 5,49%.

Petróleo mais barato é ruim para os resultados de empresas como a Petrobrás, mas torna mais fácil a recuperação de uma economia em recessão como a americana. Combustível caro eleva a inflação e obriga os bancos centrais a manter os juros altos - o que diminui o ritmo da atividade econômica.

"O desempenho das ações da Petrobrás determinou a queda do Ibovespa", disse o gestor de renda variável da GAP Asset Management, Ivan Guetta. O mercado, segundo ele, continua muito volátil. "É difícil arriscar alguma tendência."
O economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos, também tem dúvidas quanto à tendência para as bolsas. "Será uma recuperação de fato ou apenas mais um respiro?", indagou. "É uma incógnita."

Segundo um analista que pediu para não ter o nome revelado, "não existe mais análise fundamental para operar no mercado". "O que manda é o psicológico", disse ele. Para outro experiente profissional, a quase recuperação do Ibovespa ontem foi "sem consistência".

Além do petróleo, o recuo nos preços de outras commodities, como alguns itens agrícolas e metais, manteve o pregão local sob pressão. Como lembrou um analista, a pauta de exportações brasileira é quase toda de commodities. "E as ações com maior peso no índice, junto com os papéis de bancos, são de empresas que têm seus resultados atrelados aos preços desses produtos", afirmou.

O setor bancário brasileiro também continuou registrando perdas significativas e alguns papéis figuraram entre as maiores baixas do Ibovespa. Unibanco Unit, por exemplo, teve um declínio de 6,12% e representou a quarta maior queda do Ibovespa.

Na seqüência, Itaú PN cedeu 6,09%. Banco do Brasil ON ocupou a sétima posição entre as principais perdas, com desvalorização de 4,72%. Bradesco PN teve baixa de 3,83%.

Na avaliação de Jankiel Santos, a crise financeira ainda não saiu totalmente do radar dos investidores. "O que vejo é que o lado da economia real vai pesar cada vez", disse. Ou seja, as atenções estarão voltadas para os indicadores econômicos, para que se tenha uma idéia do tamanho da recessão que EUA e Europa enfrentarão.

Por isso, ele acredita que o Brasil acabará se destacando na comparação com outros países. O raciocínio Santos é o de que os mercados do País podem ter uma recuperação mais expressiva do que outros. "Quando o stress passar, os investidores vão olhar o Brasil e perceber que a melhora de nossos fundamentos não foi artificial", afirmou.

Ele não descarta uma desaceleração do País, mas não vê uma crise no horizonte. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, nas contas dele, ficará na casa dos 3,5%, ante pouco mais de 5% neste ano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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