Os preços do petróleo fecharam no menor preço em 19 meses na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), pressionados pela queda dos índices de ações nos EUA e na Europa. Os mercados reforçaram nesta quinta-feira o sentimento de que a economia mundial está em desaceleração, um cenário que diminui a demanda pelo petróleo.

Na Nymex, os contratos futuros de petróleo WTI com entrega do produto em dezembro fecharam com queda de US$ 4,53, ou 6,94%, a US$ 60,77 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex/Nymex, a máxima foi de US$ 65,50 e a mínima, de US$ 60,16 por barril. No sistema eletrônico ICE Futures, em Londres, o petróleo Brent teve queda de US$ 4,44, ou 7,2%, para US$ 57,43 por barril, o fechamento mais baixo desde fevereiro de 2007.

O valor de U$ 60 por barril é um marco. Desde a máxima de cerca de US$ 145 alcançada em julho as cotações caem de forma contínua, um recuo que começou com a desaceleração da economia dos EUA e foi aprofundado pelo agravamento da crise financeira, que se espalhou pelo mundo.

Preços a US$ 50 por barril, que seriam os mais baixos em três anos e meio, parecem cada vez mais plausíveis, a menos que a economia global dê sinais de melhora, ou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) faça mais cortes na produção. "O único suporte para o mercado é o fato de o preço ter ficado muito baixo de forma muito rápida", comentou Peter Van Cleve, presidente da T.W. Energy Consulting.

Hoje as cotações começaram a ser pressionadas ainda no pregão eletrônico, antes da abertura do mercado, pelo corte das taxas de juros promovido pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE). Os mercados interpretaram que os cortes indicaram uma piora nas condições econômicas da Europa. O euro desabou ante o dólar, o que desencadeou liquidações no mercado de petróleo. Os índices de ações nos EUA e Europa também cederam.

Os participantes do mercado da commodity esperam que a Opep coloque um piso sob os preços cortando ainda mais a produção. Os membros do cartel reúnem-se novamente em dezembro. A redução de 1,5 milhão de barris anunciada em outubro foi considerada pequena. As informações são da Dow Jones.

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