O ministro de Petróleo do Irã disse que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode cortar as cotas de produção de petróleo em até 2,5 milhões de barris por dia a partir da próxima reunião do grupo, na sexta-feira (dia 24), caso a demanda recue de 8% a 10% em meio à turbulência no mercado financeiro. Caso a projeção para a demanda recue para entre 8% e 10%, então a Opep pode ser forçada a reduzir a produção entre 2 milhões e 2,5 milhões (de barris por dia), afirmou Gholam Hossein Nozari a repórteres durante uma entrevista coletiva em Teerã.

Às 9h34 (de Brasília), o petróleo com vencimento em dezembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) caía 1,64% para US$ 73,17 o barril em Nova York. Em Londres, o petróleo tipo Brent para dezembro perdia 2% para US$ 70,59 o barril.

De acordo com os ministros da Opep, o declínio nas cotas de produção seria necessário para garantir o equilíbrio dos preços em um mercado afetado pela deterioração da demanda por petróleo. "Esta reunião de emergência é muito importante porque a demanda caiu devido às condições econômicas críticas dos EUA e da Europa. Alguns países asiáticos também foram afetados", avaliou Nozari.

A queda na produção também era vista como forma de garantir que os preços do petróleo operem em um nível suficiente para garantir os investimentos futuros na capacidade produtiva, acrescentou.

"Acreditamos que a queda nos preços do petróleo prejudicará os consumidores no longo prazo e eliminará a motivação para os investimentos", disse Nozari. Quando questionado sobre qual era o preço perseguido pelo Irã, Nozari respondeu: "Quanto maior, melhor". As informações são da Dow Jones.

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