Os petroleiros da Bacia de Campos (RJ) rejeitaram em assembléia, concluída no início desta noite, a proposta da Petrobras para o pleito do dia do desembarque, que motivou a greve de cinco dias com parada de produção iniciada na última segunda-feira. Apesar disso, a categoria decidiu manter o cronograma original e encerrar a greve hoje.

A partir de agora, a questão será discutida em âmbito nacional, em mobilização coordenada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). A entidade espera até o dia 24 proposta da estatal para melhor distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ameaça com greve nacional com parada de produção e refino de petróleo a partir de 5 de agosto. O tema do dia do desembarque também está na pauta de discussões.

Em um balanço da greve, o Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF) calcula que teve sucesso, ao levar a estatal a retomar as negociações. Segundo nota oficial, o sindicato diz que conseguiu reduzir a produção de petróleo em 500 mil barris e a de gás, em 60% do nível diário. Já a Petrobras diz que normalizou totalmente as operações na noite de segunda-feira e que o prejuízo se limitou a 63 mil barris.

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