Tamanho do texto

Os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiram hoje realizar uma paralisação nacional de 48 horas a partir desta quinta-feira. Desta vez, porém, não haverá parada de produção.

O objetivo é forçar a Petrobras a apresentar nova proposta de Participação nos Lucros e Resultados referentes ao desempenho de 2007 e demonstrar apoio aos empregados da estatal na Bacia de Campos, que iniciaram na segunda-feira uma greve de cinco dias com parada de produção.

Na semana que vem, a FUP reúne novamente seu conselho para definir se fará uma mobilização com parada de refinarias e plataformas de outros Estados. Segundo o diretor da entidade José Genivaldo da Silva, a mobilização poderá ser por cinco dias ou tempo indeterminado, dependendo do andamento das negociações com a estatal.

O coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), José Maria Rangel, classificou como "um sucesso" a greve da Bacia de Campos, pois, segundo ele, o movimento forçou a Petrobras a reabrir as negociações sobre o dia do desembarque. Os empregados reivindicam que o dia de desembarque das plataformas seja contado como dia trabalhado e não dia de folga.

Amanhã, haverá reunião entre as partes. Os sindicalistas voltaram a criticar a postura da companhia, que montou equipes de contingência para retomar a produção nas plataformas de Campos, argumentando que a operação das unidades está sendo feita em condições de risco.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.