A greve nacional dos petroleiros, iniciada hoje, foi antecipada no litoral paulista e começou às 15 horas de domingo, quando os funcionários da refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, não entraram para trabalhar. O movimento foi uma reação dos trabalhadores diante das atitudes tomadas pela direção da refinaria, alega o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro LP), Wilson Gomes.

De acordo com o sindicalista, os trabalhadores que haviam entrado às 7 horas de domingo avisaram que tinham recebido informações gerenciais de que não seriam liberados às 15 horas, no término do turno. "Nós entramos em contato com a empresa e a diretoria respondeu que não havia acordo, então não houve a rendição. Se o pessoal das 7 horas não sai o das 15h não entra", disse Gomes, afirmando que os mesmos 150 trabalhadores continuam na refinaria até a tarde desta segunda-feira e que alguns colchões foram levados ao prédio.

Gomes afirma que o sindicato está disposto a conversar com a Petrobras para garantir o número mínimo de trabalhadores para manter os equipamentos e instalações funcionando. "Nós queremos que esses companheiros saiam, mas não houve nenhum contato por parte da direção", alega o dirigente sindical, que contabiliza 100% de adesão dos funcionários operacionais da refinaria de Cubatão e dos terminais de São Sebastião, no litoral Norte, e Alemoa, em Santos. "Já entre o pessoal administrativo, 70% da refinaria, 90% de São Sebastião e 90% da Alemoa aderiram ao movimento".

Para manter a paralisação até sexta-feira, conforme a orientação do movimento nacional, o Sindipetro LP planeja uma manifestação no Aeroporto de Itanhaém, amanhã de manhã, para impedir o embarque dos petroleiros que seguirão à plataforma de Merluza.

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