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Petroleiros de Campos mantêm paralisação

Após cinco horas de reunião com a Petrobras, os petroleiros da Bacia de Campos decidiram manter a greve de cinco dias, iniciada na última segunda-feira. A partir de hoje, os trabalhadores ganham o apoio de empregados da estatal em outros Estados, que suspendem, por 48 horas, as trocas de turno em refinarias, terminais e unidades de produção.

Agência Estado |

Os movimentos podem evoluir para uma greve nacional com parada de produção e refino de petróleo a partir de 5 de agosto.

Até agora, o prejuízo da Petrobras é pequeno, limitado a uma redução de 63 mil barris na produção de petróleo na segunda-feira, quando os grevistas conseguiram paralisar ou reduzir a atividade em 33 plataformas. A companhia, porém, acionou equipes de contingência e conseguiu retomar as operações ainda na noite daquele dia. A mobilização nacional iniciada hoje não prevê parada de produção, apenas suspensão das trocas de turno.

Os dois movimentos têm origens diferentes: enquanto os petroleiros de Campos reclamam o pagamento, em folgas, dos dias de desembarque das plataformas, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) quer uma maior distribuição de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Mas, segundo a FUP, a greve nacional de 48 horas iniciada hoje também tem como objetivo demonstrar solidariedade aos colegas da maior bacia produtora do País.

"Esta mobilização é um alerta da categoria, que estará avaliando em assembléias na próxima semana o indicativo da FUP de greve nacional com parada de produção a partir de 5 de agosto, se não houver avanços na negociação da PLR", informou, em nota oficial, a FUP. A categoria reclama que a Petrobras propôs distribuir entre os trabalhadores 13% do valor distribuído aos acionistas, quando a legislação prevê um repasse de até 25%.

Na reunião de ontem, a companhia mostrou que vai endurecer nas negociações. Segundo lideranças presentes, não houve proposta relativa ao dia de desembarque, pleito dos trabalhadores de Campos. Os representantes da Petrobras teriam se limitado a discutir o pagamento de horas extras atrasadas. "O impasse continua e, portanto, a greve está mantida", afirmou o diretor da FUP Paulo César Martin.

A greve nas plataformas de Campos foi esvaziada após a entrada em ação das equipes de contingência, que vêm garantindo o envio de petróleo e gás ao continente. Mas os petroleiros ameaçam estender a mobilização, prevista para terminar na sexta-feira, para forçar uma contraproposta, já que, segundo eles, a operação pelas reduzidas equipes de contingência é muito arriscada.

"Há funções - como a operação de lastro, que garante a estabilidade da plataforma - que vêm sendo cumpridas de forma precária", diz Martin. "As plataformas não tem brigadistas, e algumas operações de manutenção não vêm sendo feitas", completa o sindicalista.

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