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O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) marcou para a próxima terça-feira o início de uma greve de cinco dias, com parada das plataformas de petróleo da região, responsável por 80% da produção nacional. Segundo o diretor-financeiro da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Genivaldo da Silva, os demais sindicatos da categoria reúnem-se no mesmo dia para decidir se seguirão o Sindipetro-NF.

Os petroleiros reivindicam uma melhor proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referentes ao desempenho de 2007, quando a estatal lucrou R$ 21 bilhões. De acordo com a FUP, a companhia propõe distribuir aos trabalhadores este ano valor equivalente a 13% do montante distribuído aos acionistas.

"Já teve ano em que esse valor chegou a 18%, 19%. Este ano, propuseram 12,8% e só aumentaram a proposta depois que fizemos uma paralisação de 24 horas", diz o diretor da FUP.

O início da greve está previsto para a meia-noite de segunda-feira, quando há troca de turno nas plataformas. Silva diz que a produção será paralisada nas unidades em que for possível. Em outras, será reduzida a limites mínimos de segurança. A Bacia de Campos tem hoje 36 plataformas em operação, que são responsáveis por uma produção média de 1,55 milhão de barris de petróleo por dia.

Não é a primeira vez que a categoria ameaça paralisar a produção em plataformas e refinarias. Isso ocorreu, pela última vez, em 2001, também por cinco dias. Em 1995, os petroleiros ficaram mais de um mês mobilizados, em uma greve que colocou em risco o abastecimento nacional e terminou com derrota dos trabalhadores.

Nos últimos anos, houve contraproposta da Petrobras, esvaziando o movimento. A estatal informou ontem que "continua aberta" às negociações. Mas não comentou a possibilidade de suspensão das atividades.