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Petrocaribe flexibiliza financiamento de petróleo e recebe Guatemala

Maracaibo (Venezuela), 13 jul (EFE).- A Petrocaribe acordou flexibilizar as condições para o pagamento do petróleo que a Venezuela fornece aos países-membros da aliança, que hoje realizou sua 5ª Cúpula Extraordinária, na qual a Guatemala concretizou sua adesão.

EFE |

O encontro, que reuniu 14 dos agora 18 integrantes deste grupo e que foi assistida pela observadora Costa Rica, aconteceu na cidade venezuelana de Maracaibo.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, propôs que, caso os preços do petróleo continuem acima dos US$ 100, como acontece atualmente, poderá se pagar 40% do combustível recebido em um prazo de 90 dias e 60% em 25 anos.

"Que isso possa compensar essa curva horrível dos mercados do petróleo", argumentou o governante.

Além disso, o líder venezuelano assinalou que no caso de chegar ao "não desejado cenário" dos US$ 200 o barril, a proporção seria de 30% para 90 dias e 70% financiados a longo prazo.

A fórmula atual de financiamento prevê que 50% da fatura petrolífera seja paga em 90 dias e a outra metade em 25 anos "Este é um assunto urgente. Queria submetê-lo a consideração de todos para de uma vez mudar as porcentagens, para que a partir de hoje mesmo comece a funcionar este mecanismo", disse o venezuelano, que propôs que a Petrocaribe seja "um escudo antifome" "Devemos transformar a Petrocaribe em uma espécie de escudo antifome, um escudo para proteger-nos das misérias, da fome", assegurou Chávez em discurso.

Chávez também propôs que uma vez vencido o prazo de pagamento da dívida que os beneficiados da Petrocaribe tenham, os valores que faltem sejam pagos à Venezuela com "bens e serviços".

A Petrocaribe, criada em 25 de junho de 2005 a pedido da Venezuela, realizou sua 5ª Cúpula Extraordinária em um cenário de preocupação mundial com a alta dos preços do petróleo e dos alimentos.

O presidente dominicano, Leonel Fernández, advertiu sobre as conseqüências desta situação e pediu que se forme um bloco regional para regular os preços do petróleo.

"Nos últimos 12 meses vimos aumentar o pagamento da fatura petrolífera em US$ 40 trilhões", alertou Fernández ao estimar que o negócio dos contratos a futuro está incidindo no aumento do valor da commodity.

Outra idéia expressada pelo líder venezuelano, que precisa ser estudada por técnicos, é a provisão venezuelana, a partir de 2012, aos membros da Petrocaribe com um desconto de 40% sobre o preço internacional.

O líder venezuelano aproveitou seu discurso de abertura da cúpula para saudar a incorporação da Guatemala como membro número 18 do bloco.

"A Guatemala ingressa na Petrocaribe", ressaltou o chefe de Estado.

Junto à Guatemala e Venezuela, a Petrocaribe é integrada por Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Cuba, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Nicarágua, República Dominicana, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e Suriname.

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, destacou a importância desta iniciativa energética para diminuir a pobreza na região.

"Estou convencido de que a Petrocaribe, ao juntar nossas capacidades e potencialidades, vai nos ajudar a não cair no aprofundamento da pobreza", ressaltou Colom.

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, considerou "um erro ter confiado em quase duas décadas que a economia global resolveria" os problemas da região e defendeu a participação de seu país nessa aliança petroleira.

Chávez expôs uma iniciativa, à qual denominou "petro-alimentos", para destinar US$ 0,5 quando o preço do petróleo superasse os US$ 100 para dar segurança alimentar a seus parceiros.

A proposta prevê o acúmulo de um fundo anual de cerca de US$ 460 milhões, que permitiria dar um "impulso alimentício" com o início de projetos de produção. EFE lf/rr

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