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Petrocaribe cria fundo alimentício de US$ 450 milhões

Tegucigalpa, 30 jul (EFE).- O novo Conselho de Ministros de Agricultura da Iniciativa Petrocaribe criou hoje em Honduras um fundo de cerca de US$ 450 milhões e lançou uma agenda agrícola para a segurança alimentar de seus 18 países-membros.

EFE |

O fundo será formado usando US$ 0,50 de cada barril de petróleo que a Venezuela exportar a um preço superior aos US$ 100, disse o ministro da Agricultura venezuelano, Elías Jaua, ao término da primeira reunião formal do Conselho de Ministros, realizada hoje em Tegucigalpa.

Calcula-se que, se os atuais preços do petróleo forem mantidos, o fundo terá este ano cerca de US$ 450 milhões e, naturalmente, aumentará à medida que a Venezuela exporte mais, apontou Jaua.

O funcionário especificou que este fundo servirá para financiar projetos agrícolas e para "produzir mais alimentos para nossos povos", e antecipou que ele deve estar em andamento nos próximos 30 dias.

Jaua disse esperar que outros países petroleiros da América, Ásia e África sigam o exemplo venezuelano de destinar recursos a esquemas de cooperação similares.

O presidente hondurenho, Manuel Zelaya, indicou que o fundo "será destinado unicamente ao desenvolvimento de projetos alimentícios", e ressaltou que "esta é uma nova resposta a velhos problemas".

Zelaya explicou que os recursos serão distribuídos a organizações camponesas, cooperativas e grêmios de criadores de gado e agricultores, para que executem projetos que eles apresentem e que sejam aprovados pelo Conselho.

Os primeiros projetos que serão financiados pelo fundo serão analisados na próxima semana em Cuba, durante a reunião da Secretaria Técnica do Conselho de Ministros de Agricultura da Petrocaribe, também criada hoje.

Segundo a declaração final do encontro, a Secretaria Executiva terá sede na Venezuela e será integrada por representantes das três regiões que fazem parte da Petrocaribe (Caribe, América Central e América do Sul).

A reunião, que começou hoje, foi inaugurada pelo presidente Zelaya e aconteceu em cumprimento de um mandato da cúpula extraordinária de presidentes da Petrocaribe, que ocorreu entre 12 e 13 de julho em Maracaibo (Venezuela).

Participaram ministros da Agricultura de Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Cuba, Dominica, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Jamaica, Nicarágua, República Dominicana, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela (membros da Petrocaribe), além de Honduras. Bolívia, Costa Rica e Equador assistiram como observadores.

A Petrocaribe é uma iniciativa lançada em 2005 pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que permite a seus membros comprar combustível venezuelano em condições facilitadas.

Parte dos recursos desta venda é destinada a programas de desenvolvimento, que no caso desta reunião em Honduras correspondem ao setor agrícola.

Zelaya disse que a reunião de hoje envolveu países que "estão "tratando de se envolver em novas alianças de processos de desenvolvimento", para enfrentar as crises atuais, pois os "mais vulneráveis" são "os mais afetados".

"Mas não poderemos solucionar esta crise enquanto os principais países desenvolvidos do mundo, como as potências desenvolvidas da Europa e, especialmente, os Estados Unidos, continuarem com os subsídios agrícolas", enfatizou. EFE lam/mh

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