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Petrobras vai criar fundo para fornecedores

RIO - Confiante que conseguirá os recursos necessários para tocar seus investimentos - orçados em US$ 174 bilhões até 2013 - a Petrobrás começa a se mobilizar para dar maior fôlego a seus fornecedores durante a crise financeira. A companhia já reduziu prazos para o pagamento de bens e serviços e trabalha na criação de fundos para financiar empresas do setor.

Agência Estado |

O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, revelou ao jornal "Estado de S. Paulo" que o plano de negócios da companhia prevê a contratação de até R$ 300 bilhões em encomendas à indústria nacional. Isso deverá assegurar a abertura e a manutenção de até 1 milhão de postos de trabalho.

Gabrielli informou que a companhia já vem tomando medidas para evitar que essa indústria passe dificuldades por falta de crédito. A primeira delas é antecipar o prazo de um mês para entre 5 e 10 dias o pagamento a fornecedores de bens e serviços. O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, calcula que a Petrobrás antecipe mensalmente a seus fornecedores cerca de R$ 300 milhões, garantindo capital de giro a empresas com maior dificuldade de captação do que a estatal.

O pacote de ajuda passa ainda pela criação de fundos para garantir recursos a pequenas empresas do setor. Um deles, de direitos creditórios (FDIC), está em processo de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também terá como função antecipar os pagamentos por serviços prestados. A iniciativa foi elaborada antes da crise, mas terá papel importante para manter o fluxo de caixa das empresas, disse Gabrielli. O fundo pode garantir até R$ 3 milhões por empresa. Um outro fundo, idealizado também antes da crise, deve atrair investidores para entrar no capital de pequenos fornecedores.

Administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), em parceria com o banco Modal, o Fundo de Investimentos e Participações (FIP) não terá dinheiro da Petrobrás, que atuou apenas no esforço por sua criação. Outra importante fonte no apoio aos fornecedores, acrescentou Gabrielli, é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estuda incentivo à cadeia do petróleo.

O presidente da Petrobrás lembrou que o plano de investimentos de US$ 174 bilhões tem como meta um índice de nacionalização de 65%. Mas frisa que a empresa vai trabalhar para atrair também fornecedores estrangeiros para o País.

A empresa também está discutindo com organismos internacionais de países potencialmente consumidores do petróleo brasileiro a possibilidade de financiamento em troca da garantia de fornecimento da commodity no futuro. Gabrielli disse que, dada a nova realidade de mercado e a necessidade de busca de recursos para financiar o seu novo projeto de investimento, a estatal está buscando novos mecanismos de financiamento, e potenciais consumidores estão sendo vistos como alternativa.

"Estamos avaliando aqueles que consideram estratégica a possibilidade de fornecimento de petróleo no longo prazo. Não estamos fazendo uma venda antecipada. Estamos discutindo a possibilidade de garantir fornecimento, dadas as condições futuras de mercado. Alguns países consideram isso como um valor estratégico e podem estar dispostos a discutir possibilidades de financiamento", afirmou. Ele recusou-se a mencionar com quais países negocia.

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