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Petrobrás vai adiar obras de menor retorno

A Petrobrás vai adiar projetos de desenvolvimento em campos com óleo pesado - de menor valor comercial - e priorizar apenas os que tenham retorno financeiro mais rápido por conterem óleo leve e gás natural. A estratégia, que será adotada no plano de investimentos da empresa para os próximos cinco anos, a ser divulgado em dezembro, foi antecipada ontem pelo gerente-geral de Novos Negócios da área de Exploração e Produção da estatal, José Jorge de Moraes Júnior, em entrevista após participar do XII Congresso Brasileiro de Energia.

Agência Estado |

A fase de desenvolvimento é intermediária entre as pesquisas exploratórias e a produção efetiva de um campo de petróleo. Segundo Moraes Júnior, a crise econômica mundial, que trouxe maior dificuldade de obtenção de crédito, além da queda na cotação do barril de petróleo, na casa dos US$ 60 nas últimas semanas, são as principais causas dessa revisão de planos. "São ajustes que precisavam ser feitos, que se mostraram necessários nos últimos tempos e vão aparecer no plano estratégico que a companhia vai divulgar em dezembro."

A idéia, afirmou, é postergar todos os projetos para antecipação da produção em campos de óleo pesado e também os que tinham como objetivo aumentar a produção de campos maduros (em fase de declínio de produção). Apesar disso, a estatal confirmou que deverá participar da 10ª Rodada de Licitações, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) promove entre 17 e 18 de dezembro e terá oferta apenas de áreas exploratórias terrestres. "Temos interesse nas bacias do Recôncavo, Potiguar e Sergipe-Alagoas, onde já possuímos estrutura instalada", disse Moraes Júnior.

Ainda segundo ele, as áreas do pré-sal e os reservatórios em que a Petrobrás já tem estrutura instalada, com bons indícios de óleo leve (de maior retorno econômico), serão priorizados no curto prazo para garantir a manutenção da curva de produção. Ele não detalhou os projetos, mas citou o BC-10, no Parque das Conchas. Operado pela Shell, está entre os que serão antecipados de 2010 para 2009.

Moraes Júnior admite, no entanto, que os atrasos em alguns projetos até agora considerados importantes podem prejudicar em parte a curva de produção da companhia em 2012 ou 2013. "Mas nada de muito significativo, principalmente porque até lá a expectativa é de que o preço do barril no mercado internacional já tenha estacionado em patamar mais alto, e isso deverá viabilizar os projetos novamente."

Apesar da prioridade para o pré-sal, o executivo confirmou que a companhia deixou para o próximo ano a licitação das 28 sondas que seria feita no Brasil até o fim de 2008. Segundo ele, a crise econômica pode baixar os preços desses equipamentos no curto prazo, o que permitiria à Petrobrás reduzir seus custos de exploração e produção na área do pré-sal.

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