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Petrobras: terceiro terminal de GNL poderá ser no Sul

A diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou hoje que o terceiro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) a ser construído pela estatal poderá ser no Sul, deixando indefinida a região a ser escolhida pela companhia para o projeto. A expectativa de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que disputam a obra, é de que a escolha recaia sobre a região Sul, mas a executiva indicou a empresários e parlamentares, em reunião na capital gaúcha, que a Petrobras avalia 15 pontos do litoral brasileiro para tomar a decisão.

Agência Estado |

A principal dificuldade do Rio Grande do Sul para atrair a obra é a distância entre o ponto de desembarque do produto e a rede de gasodutos, apontou a executiva. Há duas possibilidades para instalação do terminal, no litoral norte, em Tramandaí, que ficaria a 100 quilômetros do gasoduto, ou no sul, em Rio Grande, a cerca de 300 quilômetros. Maria das Graças sinalizou que o desembarque do produto deve ser feito fora da costa, ao explicar que o País tem expectativa de utilizar gás de suas próprias reservas e, por isso, não se justificaria um terminal fixo em terra.

"O GNL não tem nacionalidade", declarou. "É um negócio do mundo que se locomove em busca de melhores pagamentos", acrescentou. Até o final do ano, 6,8 milhões de metros cúbicos/dia devem entrar em produção em três campos brasileiros, projetou a diretora da estatal. Em 2009, serão mais 8 a 10 milhões de metros cúbicos/dia.

A diretora da Petrobras participou de reunião na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, repetindo a agenda que cumpriu ontem em Florianópolis para discutir o terminal de GNL. Ela reiterou que a decisão da Petrobras depende principalmente do próximo leilão de energia previsto para agosto, pois o combustível entrará no suprimento a futuros projetos de geração térmica. "A justificativa é a demanda térmica", comentou, sobre a construção do terminal, já que o gás liquefeito é mais caro que o produzido de forma local, pela estrutura necessária à transformação, em gás, do combustível que é transportado na forma líquida.

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