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Petrobras terá que cortar custos para explorar maior parte do pré-sal

SÃO PAULO - A Petrobras terá que elaborar um sistema de produção de petróleo menos custoso que o atual para garantir a rentabilidade da exploração integral das reservas do pré-sal. A informação foi dada hoje pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que participou do Encontro Anual da Indústria Química, realizado em São Paulo.

Valor Online |

Segundo ele, o custo do sistema atual, abaixo de US$ 40 por barril, viabiliza apenas a exploração do pré-sal no âmbito do teste de longa duração e do piloto do projeto, que ocorrerão na Bacia de Tupi a partir de março de 2009.

No teste, serão produzidos entre 15 mil e 30 mil barris diários durante 18 meses. Baseada nas informações desse processo, a Petrobras quer iniciar no final de 2010 o projeto piloto do pré-sal, pelo qual serão produzidos de 100 mil e 120 mil barris por dia. No entanto, para explorar os "gigantescos" volumes identificados nas reservas, a estatal terá que buscar um sistema de produção mais barato, devido ao grande número de projetos que envolvem essa exploração.

"No sistema atual, é viável (a exploração) ao preço atual do petróleo. Agora, se eu precisar disso para 300 projetos aí começo a ter problemas", disse Gabrielli. "Mesmo que o custo (por barril) não seja alto, você vai ter uma razão investimento com retorno que pode ser complicada", admitiu o executivo.

Para se ter uma idéia do tamanho do investimento que será necessário, Gabrielli afirmou que uma sonda de perfuração custa hoje entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão e que a estatal quer contratar 55 equipamentos desse até 2017.

E justamente em razão necessidade de um novo sistema de produção, Gabrielli disse a representantes da indústria química que não podia assegurar um volume específico de gás e de nafta (derivado do petróleo) adicionais que viriam junto com o petróleo do pré-sal. Ele explicou que a exploração de gás na região do pré-sal ficará mais difícil, devido à grande distância entre a costa e as reservas. Atualmente, a produção é distribuída por gasodutos, sistema que poderá ser inviabilizado pela distância. Uma das alternativas, neste caso, seria a utilização de unidades flutuantes de gaseificação.

Com relação ao preço do barril, Gabrielli afirmou que os projetos da empresa foram elaborados levando em conta o valor de US$ 35. Com a queda abrupta da cotação do barril, a companhia irá revisar seu planejamento e poderá anunciar um novo valor de referência até o final do ano. No mesmo prazo, a Petrobras irá anunciar seu plano de investimentos para os próximos anos. Sem revelar valores, o executivo disse apenas que o desembolso deverá aumentar.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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