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Petrobrás tenta cortar despesas

A crise financeira internacional ainda não alterou os projetos de investimentos da Petrobrás - ao contrário da Vale, que anunciou na semana passada um corte de 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro. Mas a preocupação com a turbulência mundial levou ontem o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a falar aos funcionários em rede interna de TV, pedindo colaboração no corte de despesas consideradas menos urgentes para que no médio prazo a companhia esteja ainda mais fortalecida.

Agência Estado |

Por dez minutos, por volta das 14 horas, Gabrielli teceu comentários tranqüilizadores sobre a saúde econômica e financeira da Petrobrás em seu futuro próximo, mas pediu aos funcionários uma "otimização de custos" na empresa neste momento.

Sem falar diretamente sobre corte ou contenção, o executivo utilizou mais o termo "cooperação", citando uma preocupação quanto à crise internacional e seus efeitos sobre as finanças das empresas de maneira geral.

Uma fonte da área de Recursos Humanos revelou que havia expectativa, pouco antes da transmissão, de um anúncio oficial de redução nos gastos com viagens, participação em feiras internacionais e até mesmo a suspensão de cursos fora da companhia que não sejam muito importantes. Gabrielli não fez o anúncio, embora as orientações já estejam sendo adotadas nas gerências da estatal, como ocorre em outras empresas, que buscam evitar os efeitos da crise.

Também sobre a atual crise financeira, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, comentou que "não há definição sobre quanto tempo isso vai durar" e, por causa dessa indefinição, há cautela na decisão sobre os investimentos.

Avaliando a possibilidade de manter o projeto de aquisição de refinarias fora do País, Costa afirmou que a unidade que a Petrobrás pretendia adquirir em Aruba, da francesa Alstom, já está fora das análises da empresa. A Petrobrás, no entanto, ainda mantém interesse na aquisição dos 50% restantes na refinaria de Pasadena, da qual já é dona de metade do capital.

Costa também afirmou que o atual cenário impede uma maior definição sobre a manutenção do cronograma para a construção de todas as refinarias programadas pela estatal no Brasil. Segundo ele, apenas as refinarias que já começaram as obras, como é o caso do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, estão garantidas.

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