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Petrobrás sonda empréstimos de até US$ 15 bi

A Petrobrás procurou alguns dos maiores bancos brasileiros para fazer uma sondagem. Depois de enfrentar dificuldades de caixa em outubro do ano passado, agora a estatal tenta voltar a fazer uma grande captação de recursos no mercado financeiro.

Agência Estado |

Segundo relato de dois banqueiros, a empresa estaria tentando obter entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões.

A Petrobrás procurou os bancos com pedidos de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões para cada um deles. Como a sondagem ainda está em um estágio inicial, as condições dos empréstimos ainda não foram definidas. Mas a princípio fala-se em um prazo de 2 a 5 anos, considerado como um empréstimo-ponte, de curto prazo.

Os banqueiros avaliam que não se trata de uma situação de emergência, embora digam que a empresa está com um caixa mais baixo do que deveria. Para os banqueiros, a empresa tem boa imagem na praça e está aproveitando a pequena melhora no mercado para recompor o caixa e financiar seus investimentos. A oportunidade teria sido aberta pela captação iniciada ontem pelo Tesouro Nacional.

Procurada pelo Estado, a Petrobrás negou que esteja negociando uma captação. No final do ano, porém, o diretor financeiro Almir Barbassa afirmou em entrevista não descartar nova ida ao mercado no início de 2009. Desde o recrudescimento da crise financeira, em outubro, a estatal captou pouco menos de US$ 1 bilhão, em operações junto a bancos nacionais e estrangeiros, BNDES e a agência de fomento às exportações do Canadá.

Uma das operações, em especial, gerou grande polêmica: a contratação, em outubro, de um empréstimo de R$ 2 bilhões junto à Caixa Econômica Federal, parte de um esforço para garantir recursos para o pagamento de impostos e participações especiais cobradas sobre a produção de petróleo. A operação foi interpretada pela oposição como um socorro à companhia, que havia entrado no quarto trimestre de 2008 com o caixa mais baixo desde o final de 2000. Em dezembro, a operação foi renovada, com o valor ampliado para R$ 3,6 bilhões e o prazo estendido para 2011.

Ontem, Barbassa voltou a afirmar que a situação de caixa da companhia é saudável. "A dificuldade que houve no terceiro trimestre foi relacionada ao elevado pagamento de participações especiais e royalties devidos numa época em que o barril de petróleo ainda estava nas alturas. Isso caiu muito no quarto trimestre, com a redução do barril", disse o executivo. É certo, porém, que a companhia terá um enorme desembolso no final do mês, quando volta a pagar imposto de renda e royalties sobre a produção de petróleo.

Barbassa disse não saber de possíveis gestões do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, junto a instituições financeiras. "Eu não estou sabendo disso, se ele estivesse fazendo isso eu saberia e eu não vejo nenhum motivo para que isso estivesse ocorrendo, disse o diretor, frisando que o "caixa da empresa está saudável". O executivo também negou que haja dificuldade da empresa honrar seus compromissos com o pagamento de tributos no fim deste mês.

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