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Petrobras só sai do Equador se for compensada, diz Amorim

RIO - O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, seguiu a direção dada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a Petrobras pode sair do Equador caso a empresa não chegue a um acordo com o governo do país sobre a exploração do Campo 18.

Valor Online |

Amorim frisou, no entanto, que a companhia deve ser compensada nesse caso pelos investimentos feitos no país. "Se as condições não forem favoráveis, no final das contas, a Petrobras sai, desde que possa sair adequadamente, sendo compensada pelos investimentos que tiver feito", disse.

"O próprio presidente disse que se a Petrobras tiver que sair do Equador, saia. Qual é o problema? Isso não é um problema", acrescentou.

O chanceler, que participou de encontro com o ministro de Relações Exteriores da Nicarágua, Samuel Santos López, no Rio de Janeiro, explicou que o Campo 18 pertencia à empresa argentina Perez Companc e que passou à Petrobras quando comprou a companhia do país vizinho. Segundo Amorim, a crise em torno do Campo 18 não era esperada pelo governo porque a Petrobras tinha acabado de resolver questão semelhante em torno do Campo 31, que fica na Amazônia equatoriana.

"Ele estão mudando a sistemática e querem passar todos os investimentos para contratos de prestação de serviços. Algumas empresas já aceitaram, outras estão discutindo", destacou Amorim. "O que acontece, obviamente, é que toda essa discussão envolve recursos naturais e empresas estrangeiras. Sempre tem um lado muito emocional em um país que está em processo de mudança", afirma.

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