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O gerente-executivo de Finanças da Petrobras, Pedro Bonésio, afirmou hoje que a crise financeira global certamente irá prejudicar captações de recursos no curto prazo. Ele afirmou porém, que a companhia não tem necessidade de ir ao mercado este ano, uma vez que já conta com os recursos necessários para seu plano de investimentos.

"No curto prazo, está tudo resolvido. No médio e no longo prazos, esperamos que o mercado melhore", afirmou o executivo, lembrando que os vultosos investimentos para desenvolver o pré-sal ainda vão demorar a ser executados.

Segundo ele, a Petrobras captou US$ 7,2 bilhões este ano, entre operações no mercado financeiro - lançamento de bônus, por exemplo - e empréstimos bancários. "Mas, se a crise persistir, certamente afeta todo o mercado e nós também vamos sentir algum impacto. Nesse caso, todo mundo vai ter que refazer portfólio e revisar os investimentos", comentou.

Bonésio disse que a queda do preço do petróleo no mercado internacional ainda não prejudica os investimentos da companhia. "Nossos projetos são robustos e suportam variações do preço do petróleo mantendo atratividade" afirmou, sem detalhar até onde pode ir o petróleo sem prejudicar os projetos. Ele disse que os valores de projetos e volumes de investimentos estão em reavaliação e serão divulgados junto ao planejamento estratégico da companhia, que será finalizado em outubro.

O executivo ressaltou ainda que, ao mesmo tempo em que reduz a receita da companhia, o petróleo mais baixo reduz os custos. Por isso, disse, não é possível prever os impactos da queda recente nas cotações. O barril do petróleo leve fechou ontem a US$ 91,15 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O recorde histórico de alta foi estabelecido em 3 de julho deste ano, a US$ 145,29 o barril.

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