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Petrobras revê projetos após queda de preços

Rio de Janeiro, 18 nov (EFE).- A Petrobras revê seus projetos de produção de petróleo e gás dentro e fora do Brasil para ajustar-se ao cenário de baixos preços, afirmou hoje seu gerente corporativo de novos projetos, José Jorge de Moraes, ponderando que a prioridade em novas explorações continuará sendo a de camadas do pré-sal.

EFE |

A Petrobras realiza um dos mais ambiciosos programas de investimento em prospecção, produção e refino de petróleo e gás mundo, com um investimento previsto para US$ 112 bilhões até 2012.

"É óbvio que no momento que o petróleo cai de US$ 140 para US$ 60 por barril, há um impacto na geração interna de caixa, que é responsável pela manutenção de projetos de curto prazo", acrescentou.

Ele ponderou, entretanto, que os cortes serão feitos em planos que não têm impacto na curva de produção da empresa em 2009 e 2010, nem na segurança operacional.

A Petrobras elabora seu novo plano corporativo para o período 2009-2013, que tinha previsão para o fim desse ano, mas foi atrasado devido à volatilidade do mercado petroleiro e dos preços.

Além da forte queda na cotação do barril de petróleo, a indústria petrolífera sofre como o resto da economia pelas restrições ao crédito e também pela queda da demanda.

"O plano foi muito afetado pela oscilação dos preços porque impacta a geração de caixa", enquanto as margens de refino se vêem alteradas, explicou Moraes.

A empresa também dará prioridade a projetos para produzir petróleo leve e médio, de maior valor comercial do que o pesado que tradicionalmente extrai dos campos convencionais.

Apesar dos ajustes, a Petrobras continuará priorizando o desenvolvimento de campos na chamada camada do pré-sal, onde há jazidas de petróleo leve em mar aberto, após de uma camada de sal marinha de até dois quilômetros de espessura.

Para 2010, a empresa prevê ter já uma produção inicial de 100 mil barris por dia de petróleo leve no campo de Tupi, do pré-sal, disse o gerente.

"Embora os preços caiam, os projetos do pré-sal se mantêm rentáveis", porque são de médio e longo prazo, afirmou Moraes após definir esses investimentos como "o maior desenvolvimento petroleiro do planeta" na atualidade.

A Petrobras prevê fechar 2008 com uma produção média de 1,950 milhões de barris por dia e alcançar os 2,421 milhões em 2012, segundo os números apresentadas pelo executivo. EFE ol/jp

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