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Petrobras reduzirá volume de gás comprado da Bolívia

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras vai reduzir temporariamente a compra de gás natural da Bolívia depois que as usinas termelétricas movidas a gás no Brasil foram desligadas para dar lugar à geração de menor custo das usinas hidrelétricas, que estão operando em níveis elevados devido às chuvas.

Reuters |

A estatal afirmou que a redução da importação não entra em conflito com o acordo assinado em 1999 entre os governos do Brasil e da Bolívia, pelo qual a Petrobras é obrigada a pagar por 70 por cento do volume total contratado (30 milhões de metros cúbicos por dia) mesmo que não utilize o combustível, prática conhecida como "take or pay".

A empresa vai reduzir a compra de gás boliviano porque "está impedida de gerar energia elétrica (em térmicas) na região Sudeste pelo Operador Nacional do Sistema (ONS)", de acordo com a assessoria de imprensa da Petrobras, uma vez os recursos hidrelétricos são abundantes e mais baratos no momento.

A informação sobre o corte da importação de gás havia sido confirmada mais cedo à Reuters pelo secretário adjunto de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, João Souto, que avaliou ser positivo para o país a redução de compra do gás boliviano neste momento.

"As térmicas a gás estavam sendo acionadas sem necessidade. Assim, você ajuda a mandar menos dólares para a Bolívia, ajuda na balança comercial", disse Souto.

O desligamento das usinas térmicas a gás corresponde a um volume de geração de energia de 3,5 mil megawatts e será comunicado oficialmente na sexta-feira, na reunião do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico.

QUEDA NO VOLUME E PREÇO

O volume de gás boliviano que deixará de ser comprado corresponde a cerca de 30 por cento do total de 30 milhões de metros cúbicos diários, mas, segundo Souto, isso dependerá do comportamento diário de mercado.

"A Petrobras tem que pagar por 70 por cento do gás, o resto é flexível, o que importa é a média do mês... pode ser que um dia compre 24 (milhões de metros cúbicos) e outro dia 19 (milhões de metros cúbicos), vai depender do mercado", informou.

Souto disse ainda que, além da redução de volume, o governo espera queda em torno de 20 por cento no preço do gás natural boliviano, que é ajustado trimestralmente por uma fórmula que inclui uma cesta de preços de petróleo.

"Pela primeira vez em muito tempo a fórmula vai para baixo, porque o petróleo só vinha subindo", explicou o secretário, ressaltando que apesar de o preço ter despencado há meses, o impacto custa a chegar ao consumidor.

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