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Petrobras realizará sísmicas de alta resolução para blocos do pré-sal

RIO DE JANEIRO - A Petrobras espera realizar sísmicas de alta definição na região do campo de Tupi, na Bacia de Santos, para determinar a extensão exata das reservas existentes no local. De acordo com o coordenador de Exploração e Produção (E & P) da companhia, Eduardo Molinari, o processo pode ajudar na determinação da existência ou não de ligações entre os reservatórios dos blocos existentes no pré-sal.

Valor Online |

"As sísmicas atuais indicam que há uma boa continuidade (entre os blocos)", afirmou Molinari. "Mas queremos avaliar melhor", acrescentou.

O coordenador, que participou nesta quinta-feira de reunião promovida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Rio de Janeiro, não revelou quando essas sísmicas de alta resolução vão começar, nem quanto tempo vão durar.

A necessidade de estudos mais aprofundados para determinar a necessidade de unitização dos campos do pré-sal não vai afetar o cronograma de desenvolvimento para Tupi. Segundo Molinari, o teste de longa duração (TLD) previsto para começar no início de 2009, com a produção de 30 mil barris diários de petróleo.

Segundo Molinari, caso a unitização se confirme, podem ocorrer ajustes no envio da produção para corrigir extrações feitas anteriormente. Isso porque é preciso determinar quanto da produção deve ficar com cada um dos sócios, se os campos licitados para diferentes empresas tiverem reservas interligadas.

Atualmente, há duas sondas operando na perfuração de campos na área do pré-sal na Bacia de Santos. A Ocean Clipper está operando em Júpiter (BM-S-24) e deixa a região em setembro para perfurar o bloco BM-J-3, na Bacia do Jequitinhonha, no litoral baiano. A área tem a Petrobras como operadora e com fatia de 60% do bloco, enquanto a Repsol detém 40%.

A segunda sonda no pré-sal em Santos é a Paul Wolff, que está no campo de Iara e deverá ser transferida também em setembro para o bloco BM-C-14, na Bacia de Campos.

De acordo com Molinari, a programação prevê que a próxima meta no pré-sal da Bacia de Santos será o retorno ao poço 646, em Tupi, para preparação da área para o TLD.

O coordenador confirmou ainda as projeções da empresa de atingir 40 milhões de metros cúbicos de oferta de gás natural ainda este ano. Atualmente, a estatal oferece até 29 milhões de metros cúbicos diários e Molinari lembra que até o fim de 2008 entrarão em produção os campos de Lagosta, na Bacia de Santos, e Canapu e Camarupim, na Bacia do Espírito Santo, que juntos agregarão 10 milhões de metros cúbicos diários à oferta nacional de gás natural.

Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que serão necessárias mudanças na Lei do Petróleo de forma a contemplar a melhor utilização dos recursos de petróleo e gás do Brasil, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, evitou comentários sobre o tema.

O presidente (Lula) determinou a formação de uma comissão para estudar o caso. Nós não vamos comentar porque ainda não há decisão, ainda não conhecemos o que mudará, comentou Barbassa.

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