A Petrobras poderá captar de US$ 40 bilhões a US$ 60 bilhões com o aproveitamento de 5 bilhões de barris de petróleo concedidos pela União. A estimativa foi feita ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que participou do Fórum de Temas Nacionais 2010, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), em São Paulo.

Lobão também confirmou que deixará o ministério no começo de abril, para concorrer a uma vaga no Senado pelo Maranhão.

A capitalização da Petrobras deverá ocorrer ainda no fim do primeiro semestre deste ano, projetou Lobão. Segundo ele, o texto deve ser aprovado no Senado em até 60 dias, o que permitiria à estatal concluir o processo até junho. Lobão destacou que, caso o projeto demore para ser aprovado no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia pedir a urgência constitucional para sua votação.

Novo leilão. O ministro disse que pretende realizar um novo leilão de blocos de exploração fora da área do pré-sal ainda este ano. O leilão, segundo Lobão, deve incluir áreas em vários Estados. Já a abertura de licitação em áreas do pré-sal só deverá ocorrer quando for aprovado o novo marco regulatório do setor.

Lobão também afirmou que os novos leilões de energia devem priorizar o que chamou de “limpeza do modelo”, ou seja, a menor relevância das térmicas na matriz energética brasileira. Com isso, as térmicas deverão ter cada vez mais apenas um papel de fonte de energia de segurança para eventuais desabastecimentos no Brasil.

A Eletrobrás terá participação relevante no projeto da hidrelétrica de Belo Monte, disse o ministro. De acordo com ele, essa fatia será de 40% a 49%, mas ainda não está definido se a estatal participará de cada consórcio que disputa o projeto ou se ingressará apenas no grupo vencedor. Até o momento, disse Lobão, apenas dois grupos demonstraram interesse em disputar o empreendimento.

O edital de licitação do projeto, que ainda depende da liberação do Tribunal de Contas da União (TCU), será publicado ainda neste mês. O leilão deve ocorrer em abril. “Estou saindo do cargo com Belo Monte resolvido”, afirmou o ministro.

Os constantes problemas no fornecimento de energia no Rio levaram o ministro a pedir que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aumente a fiscalização sobre as distribuidoras no Estado. O ministro não especificou quando fez esse pedido. “Já recomendei à Aneel que faça uma fiscalização exigente, diária, e aplique as sanções que a lei recomenda.”

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