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Petrobras pede flexibilização de leis para desenvolvimento da Bacia de Santos

Madri, 2 jul (EFE).- O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou hoje que a lei brasileira que regula a prospecção de hidrocarbonetos não é a melhor para fomentar o desenvolvimento das novas descobertas na Bacia de Santos, e pediu a flexibilização da legislação.

EFE |

Em entrevista coletiva no XIX Congresso Mundial do Petróleo, Gabrielli assinalou que a normativa vigente foi projetada para atrair investimentos para jazidas de tipos diferentes das atuais, e não é válida nem para as zonas maduras, que necessitam aumentar as taxas de recuperação, nem para as descobertas marítimas (off-shore).

Em sua opinião, é necessário que haja "flexibilidade e instrumentos" que permitam enfrentar os riscos das distintas zonas exploradas atualmente.

Gabrielli evitou quantificar o volume das novas jazidas Carioca, Guará, Parati e Júpter, já que ainda se encontram em fase exploratória, mas assegurou que os resultados dos testes preliminares são "muito bons".

A Petrobras deve apresentar em agosto ou setembro seu novo plano estratégico, no qual previsivelmente incluirá as novas descobertas, segundo disse Gabrielli.

Além disso, trabalha na criação de uma nova filial para a produção de etanol e biodiesel, que se chamará "Petrobras Biocombustível".

Quanto ao memorando para a provisão de gás natural assinado com a companhia venezuelana PDVSA, Gabrielli especificou que ainda não estão definidos exatamente os termos da relação comercial entre ambas as companhias, processo para o qual contam com um ano de prazo.

A Petrobras e a PDVSA assinaram um memorando de intenções que permitirá a comercialização de gás liquidificado produzido por duas novas unidades que a empresa venezuelana quer botar em funcionamento a partir de 2013.

O princípio de acordo prevê que a Petrobras comercialize quatro milhões de metros cúbicos de gás por dia, o que reduzirá sua dependência do gás proveniente da Bolívia.

O Brasil é importador de gás natural, embora as novas descobertas de hidrocarbonetos provavelmente o transformarão no futuro em um exportador desta matéria-prima.

Por outro lado, o diretor denunciou que há alguns países que limitam o acesso à prospecção em seu território para proteger suas reservas, em referência a certas zonas do Golfo do México.

Estas restrições, que se somam às limitações geopolíticas ou por conflitos que existem em outras regiões do planeta (Iraque e Irã), são uma das causas que contribuem para o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, concluiu. EFE apc/gs

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