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Petrobras não vai abrir mão do gás boliviano, diz diretora

RIO - Apesar de admitir que a planta de liquefação de gás natural em terra (onshore) que a Petrobras pretende construir deverá ser capaz de absorver a atual produção de gás e também os futuros volumes que serão explorados na camada pré-sal do litoral brasileiro, a diretora de Gás e Energia da Petrobras Maria das Graças afirmou que a empresa não pensa em abrir mão do gás boliviano, garantido por contrato até 2020, em volumes que variam entre o piso de 19 milhões de metros cúbicos por dia e o teto de 31,8 milhões de metros cúbicos diários. Não penso em abrir mão do gás boliviano. O gás boliviano vem para o Brasil até 2020, e antes disso vamos começar a negociar um novo contrato, com outra base, disse.

Valor Online |

"O Brasil tem outra condição energética, mas a Bolívia também é outra. São dois países que amadureceram no negócio gás natural e que vão saber valorizar o bem de que dispõem", acrescentou.

O objetivo da Petrobras, segundo Maria das Graças, é conseguir trabalhar com as cargas de gás natural liquefeito, importadas ou produzidas aqui, de forma a vender ou comprar o gás natural liquefeito (GNL) de acordo com as necessidades do mercado interno.

De acordo com a executiva, a tendência no período úmido - a ocorrência de chuvas reduz a necessidade de geração de energia a partir de termelétricas a gás - é de que a estatal consiga colocar cargas de GNL em mercados como Estados Unidos e Argentina. No período seco, caso haja necessidade, a Petrobras pode usar o GNL nacional ou mesmo importar cargas adicionais para acionar as térmicas no país.

"O objetivo é dar condições para monetizar as reservas de gás", ressaltou Maria das Graças.

Atualmente, em meio a um período úmido com chuvas abundantes, a estatal reduziu a importação do gás boliviano. Ontem, entraram no país via Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil) 19,9 milhões de metros cúbicos, próximo ao mínimo estipulado no contrato com o país vizinho, de 19 milhões de metros cúbicos.

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