O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje não crer que a Petrobras venha a ter algum tipo de prejuízo no Equador. Ele fez a afirmação ao comentar as ameaças feitas no fim de semana pelo presidente equatoriano, Rafael Corrêa, de expulsar do país a petrolífera brasileira.

"Não acredito que haverá prejuízo para a Petrobras. No caso da Odebrecht, houve uma negociação intensa, e a companhia (brasileira) e o governo equatoriano se entenderam. O mesmo acontecerá com a Petrobras", disse o ministro. Lobão deu essas declarações hoje em entrevista coletiva à imprensa, convocada pelo ministro para tratar de um encontro internacional de pequenos mineradores que começará hoje na cidade de Luziânia, em Goiás.

O ministro afirmou que a Petrobras está recebendo "assistência plena" do Itamaraty nas negociações com o governo do Equador. "O assunto está sendo tratado do ponto de vista diplomático", declarou.

Crise

Lobão reafirmou que os investimentos no setor de energia não deverão ser afetados pela crise financeira internacional. "Não haverá falta de recursos para o setor de energia, devido ao interesse do mundo em não deixar faltar energia", disse.

A uma pergunta se o setor estaria blindado, Lobão respondeu que sim. O ministro afirmou que, apesar da crise financeira mundial, haverá interessados, no próximo ano, em investir no projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará).

Pré-sal

Lobão reafirmou também que a comissão interministerial encarregada de analisar possíveis mudanças na Lei do Petróleo com vistas à futura exploração do óleo da camada pré-sal só concluirá seus trabalhos após o segundo turno das eleições municipais: "Logo após o segundo turno, levaremos nossas conclusões ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva."

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