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Petrobrás muda estratégia para atrair sócios para o Comperj

A Petrobrás adotou uma nova estratégia para a composição acionária do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), visando facilitar a atração de novos parceiros no empreendimento avaliado em US$ 8,5 bilhões. Segundo o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, as cinco unidades destinadas à produção de petroquímicos de segunda geração serão desmembradas da usina básica que vai fabricar os produtos a partir do petróleo pesado extraído do campo de Marlim, na Bacia de Campos.

Agência Estado |

Assim, a Petrobrás pretende negociar parcerias individuais para cada uma das unidades, independentemente da primeira geração, para a qual já estão confirmados a participação do BNDES e do Grupo Ultra.

"Não houve possibilidade de compor as parcerias como pensávamos. Houve a necessidade de uma modelagem diferenciada, com parcerias formadas por fábrica, para atender aos interesses de empresas que não queriam entrar na segunda geração como um todo", disse o diretor. Segundo ele, o novo modelo prevê inicialmente a composição de uma holding formada apenas pela Petrobrás, na qual atuarão funcionários da própria estatal, tanto na sua presidência, quanto diretorias e conselho administrativo. "Todos, sem remuneração extra."

A partir do momento em que as parcerias forem fechadas, cada unidade é desligada da holding, e assume vida própria. A previsão é que o processo seja concluído ainda este ano. Para a primeira geração - que abriga cinco unidades destinadas à produção de eteno, benzeno, propeno, butadieno e paraxileno -, a Petrobrás já recebeu demonstrações de interesse de investidores estrangeiros e nacionais, além do Ultra e do BNDES. Costa afirmou que o critério de escolha de parceiros considera três pontos: "Que o sócio tenha dinheiro para fazer o aporte financeiro, experiência tecnológica e também agregue mercado."

Para a segunda geração - que tem unidades de estireno, etilenoglicol, polietileno, polipropileno e PTA/PET -, o Ultra e as petroquímicas Braskem e Quattor já teriam demonstrado interesse em unidades específicas. Nessas, a Petrobrás terá participações menores, sendo majoritária só na usina básica.

Costa negou qualquer atraso no cronograma, seja por conta da atual crise financeira ou mesmo pela dificuldade de composição das parcerias. "Mesmo sem a formação de parcerias, o projeto está sendo tocado adiante", disse, confirmando a entrada em operação para 2013.

Ele disse, porém, que algumas das licitações para a contratação de empresas de engenharia e compra dos primeiros equipamentos podem vir a ser canceladas para renegociação de preços, diante do novo cenário mundial. "O preço do aço está caindo, o mercado está retraído, o preço do petróleo reduziu. É preciso que isso seja considerado nas propostas apresentadas à Petrobrás."

Ele negou, no entanto, que a renegociação poderá reduzir o valor total previsto para o investimento no Comperj, de US$ 8,5 bilhões. "Esse valor foi avaliado dois anos atrás em circunstâncias diferenciadas. O câmbio era outro, a tomada de financiamento tinha outro custo." Segundo ele, mesmo que os custos caiam, o valor total do projeto não deve ficar abaixo do previsto.

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