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Petrobras mantém investimentos apesar da crise

Rio de Janeiro - A Petrobras manterá seus planos de investimento em longo prazo, apesar da crise financeira mundial, ressaltou nesta segunda-feira o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

EFE |

 

Em tempos de crise "devem-se aproveitar as oportunidades e é quando se deve investir; é o momentos mais propício", afirmou ele.

A Petrobras investe uma média anual de US$ 20 bilhões em diversas frentes de pesquisa e operação.

Seu novo plano corporativo para 2009-2013 será anunciado à imprensa e aos investidores entre 19 e 20 de dezembro, adiantou Costa.

Esse plano é aguardado há meses pela indústria petrolífera, pois seu anúncio foi adiado no meio da fase aguda da crise econômica global, que alterou as perspectivas de preços, de oferta e demanda de hidrocarbonetos e de bens e serviços.

O projeto vigente contemplava investimentos totais de US$ 112 bilhões entre 2008 e 2012, para consolidar a Petrobras como uma "corporação energética integrada".

Agora, a empresa se propõe a incorporar ao plano os custosos projetos de prospecção e produção de petróleo e gás das jazidas do pré-sal, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade no oceano Atlântico.

Costa assinalou que, somente para compensar a declinação natural das jazidas, o mundo precisa agregar 8,6 milhões de barris por dia à produção global.

Os investimentos em produção são "obrigatórios" independentemente das variações na demanda, destacou.

"A Petrobras continua investindo e o pré-sal é a prioridade", disse o executivo aos jornalistas.

No entanto, deu a entender que a empresa dará prioridade a projetos já iniciados, especialmente em prospecção e produção, e em refino, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, investimento já em andamento de US$ 8 bilhões.

Ele classificou de "miopia" a tese de que o cronograma desse e de outros projetos poderia ser alterado devido à queda dos preços do petróleo.

Antes de a crise se agravar, a Petrobras havia anunciado novos investimentos de aproximadamente US$ 31 bilhões em duas novas refinarias que produziriam cerca de 600 mil barris por dia à capacidade exportadora de combustível de alta qualidade.

Está previsto que os produtos dessas refinarias comecem a ser vendidos em 2013 e que o mercado mundial de hidrocarbonetos se recupere no médio prazo, adiantou Costa.

"Assim como não achávamos que o preço do barril de petróleo a US$ 150 fosse 'real', também não achamos que o barril a US$ 50 seja sustentável por muito tempo", afirmou.

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